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Coxia
26 de Março de 2021
Coxia 2626
União

A união das Prefeituras de São Gonçalo do Rio Abaixo e Itabira, em busca de soluções conjuntas para resolver o drama da falta de leitos, mostra que as cidades da região podem se ajudar sim. As duas cidades trabalham para abrir 50 leitos num hospital de retaguarda, usando a estrutura do Pronto Atendimento de São Gonçalo, para atender pacientes dos dois municípios. O Médio Piracicaba é uma das mais importantes microrregiões do estado e essa junção de esforços inédita vai salvar vidas.

Mais leitos

A Prefeitura de Itabira busca aumentar a oferta de leitos para pacientes da Covid-19. Através de parcerias o município pode aumentar 28 leitos de enfermaria no Hospital Municipal Carlos Chagas e mais 24 leitos no Hospital Nossa Senhora das Dores. Além desses, serão disponibilizados 12 leitos de UTI. Ações concretas que chegam em boa hora, já que a cidade registrou 155 mortes, sendo 34 em apenas cinco dias e ultrapassa as 12 mil contaminações.

Boa ajuda

Mais uma vez, a ArcelorMittal Brasil repassa recursos para o Hospital Margarida abrir 10 novos leitos para enfrentar a pandemia. O apoio do grupo siderúrgico (não é uma ação da Usina local) ao Margarida será destinado à aquisição de cinco aparelhos de terapia por Cateter Nasal de Alto Fluxo e os insumos necessários, modernização de sistema de dez respiradores e apoio no custeio de dez novos leitos de Enfermaria por um período de três meses. Há um ano, a ArcelorMittal Brasil também doava R$4 milhões e equipamentos para a montagem do 4º andar do hospital, responsável por atender aos casos de Covid.

Boa hora

A notícia vem em boa hora, já que a casa de saúde está sobrecarregada e operando acima dos 200% de sua capacidade. No entanto, com grande volume de internações e alto número de doentes, o alívio pode ser apenas imediato, já que ainda faltam vagas. Para o coordenar do CTI, Marcos André Crim Câmara, a medida é válida, mas representa “uma gota d’água”, já que continuam chegando muitos pacientes em estado grave precisando de internação.

Central

A Prefeitura de Monlevade abriu 10 leitos para atendimento ambulatorial dedicado a pacientes com sintomas leves de Coronavírus, ou pacientes suspeitos com sintomas gripais leves da cidade. O local funciona das 7h às 22h, de segunda a sexta-feira, e de 7h às 19h aos sábados e domingos. A ação diminuiu a chegada de doentes ao Hospital, aliviando o ambulatório do Margarida.

Vermelho

A situação é dramática em hospitais da região. Faltam leitos, vagas, além do cansaço e desgaste extremo das equipes que atuam no setor da Covid. Ou a população entra na guerra contra o vírus, de vez, ou seremos massacrados. Porque estamos perdendo essa batalha, com tantas pessoas falecendo e o sistema de saúde colapsado. Aliás, são louváveis as ações das Prefeituras de Itabira, São Gonçalo, Monlevade e da ArcelorMittal Brasil e da Vale para abertura de leitos. Mas sem conscientização da população que continua aglomerando e ficando doente, de nada vai adiantar a abertura desses leitos. O ritmo de contaminação é muito maior do que a capacidade de atendimento. Todo cuidado é pouco.

Roxa

O governo de Minas estendeu o prazo da onda roxa no Estado até o domingo de Páscoa. Coincidência ou não, a cor da quaresma é roxa. Período de reclusão, reflexão e oração. É exatamente isso que Monlevade, o Brasil e o mundo precisam neste momento.

Jovens

A cada dia chegam mais pacientes jovens em estado grave no Hospital Margarida. Semana passada, a cidade perdeu um rapaz de 25 anos e uma mulher de 30. Nesta semana, outros com menos de 40 anos também foram intubados. A situação é séria e é preciso ter atenção para as contaminações. Ainda é possível ver muitos desses conversando sem máscaras, se aglomerando em passeios ciclísticos ou mesmo, fazendo resenhas em casas. O vírus mata e é preciso ter cuidado.

Fiscais

Faltam fiscais da Prefeitura para orientar, verificar e até autuar quem descumpre as regras do decreto municipal que restringe o funcionamento de atividades comerciais para evitar aglomeração. Não adianta endurecer as regras do jogo se não há quem as faça serem cumpridas. Mas, pensando bem, cada um deve fazer a sua parte. Após um ano de pandemia, é inadmissível aceitar que as pessoas ainda não saibam o que precisa ser feito para frear o vírus.

Lixo e sujeira

Verdes estão os canteiros de jardins, praças e de avenidas em João Monlevade. Repletos de mato, os locais precisam de manutenção e limpeza. Afinal, não é só a Covid que mata: tem a dengue, Zica Vírus e Febre Chikungunya. Além do mato, ruas do bairro Sion e parte do Areão estão recebendo um volume muito grande de entulhos. A Prefeitura intensificou fiscalização, mas a população precisa ter mais consciência.