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Coxia
19 de Março de 2021
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100 Mortes

Lamentavelmente Monlevade chegou nesta semana a 100 mortes causadas pela Covid. São 100 vidas que se perderam no município causadas pelo vírus. Chama a atenção é que, no dia 1 de janeiro, a cidade contava com 40 óbitos. O número de mortos mais que dobrou em menos de 90 dias. Além disso, as contaminações seguem em alta. Apenas na quarta-feira (17), foram 95 novos casos de coronavírus. Além do número crescente de mortes, a ampliação de casos confirmados indica, infelizmente, a manutenção do número de mortes.


Lotado

Isso, sem falar no aumento considerável de pacientes internados no Hospital Margarida. O CTI e a enfermaria destinada à Covid na unidade de saúde estão operando acima do limite de suas capacidades, com profissionais de saúde exaustos. Passou da hora de redobrar os cuidados. Afinal, nunca foi tão importante fazer, cada um, a sua parte.


Novos leitos

Ainda sobre o Hospital, a casa de saúde tenta abrir mais 12 leitos de enfermaria para a Covid. O custo é de cerca de R$300 mil ao mês. Para montar os leitos, a Câmara de Monlevade tenta sensibilizar outras da região a ajudar o Hospital Margarida. Eles sugerem que sobras orçamentárias possam ser repassadas ao hospital, referência em atendimento para toda a região. 


Equipes

Além dos recursos financeiros, há o desafio de encontrar médicos disponíveis para atuar no setor. Mesmo profissionais experientes de Monlevade, mas que não atuam na área, não estão preparados para atuar com a Covid. Momento delicado. 


Resultado

Médicos e demais especialistas afirmam que o aumento de mortes e de casos é fruto de aglomerações e desrespeito às normas sanitárias. Para eles, o colapso do hospital e medidas para fechamento do comércio são resultados de festas de fim de ano e do carnaval, sem contar eventos clandestinos em sítios e afins. A conta já está cara demais para ser paga. Além das mortes e aumento de casos, houve fechamento de comércio, academias e demais estabelecimentos. 


Onda Roxa

O prefeito Laércio Ribeiro (PT) relutou em colocar Monlevade na onda roxa, mas não teve jeito. A medida do governo de Minas é obrigatória a todos os municípios, diante do estado de calamidade: falta de vagas em hospitais e dificuldades para encontrar médicos e profissionais. A medida é válida até a próxima quinta-feira (25), mas pode ser prorrogada.


Equilíbrio

Laércio tentou o equilíbrio entre saúde e economia. Por meio de decreto próprio, permitia funcionamento dos serviços não essenciais até sexta-feira e, aos fins de semana, “fechava a cidade” com um toque de recolher até 5h de segunda-feira. Agora, a onda roxa restringe alguns comerciantes, mas permite supermercados, por exemplo, de funcionar aos sábados e domingos.

Não agradou

As definições não agradaram os donos de lojas de roupas, de calçados, de móveis, entre outros, que antes poderiam funcionar, mas que agora, fecham as portas até a próxima quinta-feira. Tempos duros e de decisões difíceis. 


Governar

Um dos prefeitos mais jovens da região, Txai Costa (Rede), de Nova Era, afirmou que governar nem sempre é agradar. Para ele, chefe do Executivo deve fazer o que precisa ser feito e isso, muitas vezes, decepciona alguns. Ao tecer comentários sobre as restrições da onda roxa, ele destaca que opiniões, neste momento, pouco importam e a prioridade é salvar vidas. Aos 29 anos, ele se mostra bem mais maduro do que muitos políticos por aí.


Firme

Em Itabira, o prefeito Marco Antônio Lage endureceu a guerra contra a Covid e impôs algumas medidas restritivas e ampliou a onda roxa no município até o fim do mês. O prefeito liderou os demais da região a aderirem à onda mais restritiva do Minas Consciente, antes mesmo da determinação do estado. Monlevade não aderiu à sugestão de Marco Antônio, colocada para todos os prefeitos da Amepi, no início do mês. 


Vacinas

A conta gotas, a vacinação no país e em Monlevade e região, aos poucos, vai imunizando os grupos prioritários. No entanto, ainda há muita gente a ser vacinada. Para se ter ideia, em João Monlevade, foram vacinadas cerca de 4,5 mil pessoas, num universo de 85 mil habitantes. Por outro lado, o município está recebendo, desde segunda-feira (15), 370 doses extras de vacinas, enviadas pelo governo do estado.