Desde 1984
Breno Eustáquio da Silva
27 de Novembro de 2020
Notas de um novembro que se vai

Ingênuo

Ingênuo é o que me define. Desde o dia 17 de março, quando as aulas presenciais foram suspensas nas escolas onde trabalho, eu acreditava que seriam apenas duas semanas de paralisação e que a situação não se agravaria. Depois, fiquei na expectativa do retorno em abril, adiei pra agosto e nessa altura do campeonato não tenho mais expectativa nenhuma. As notícias de uma possível vacina são muito otimistas, mas dado o risco de problemas técnicos e logísticos na distribuição de doses e o oportunismo político que tiram da situação, a esperança começa a dar sinais de que foi entubada e está na UTI.


Melhorou

Fiquei muito aliviado ao saber da recuperação de Márcio Passos, que amargou dias de internação, inclusive em UTI. E li com muita atenção o drama pelo qual meu grande e eterno professor de Jornalismo passou em Itabira com a Covid 19. Recomendo a todos que leiam. Está no Facebook dele. 

A Covid não é brincadeira e muita gente pensa que não acabou. Estudo da UFMG divulgado essa semana projeta mais 13 mil mortes por Covid 19 em Minas Gerais se medidas não forem tomadas. 

E o que mais me impressiona é que mesmo com máscara e recomendações de distanciamento, muitas pessoas em Monlevade se cumprimentam com aperto de mãos e abraços, como se o simples fato de estarem de máscara nos tornasse imunes. Acorda, meu povo.


Eleições I

Fiquei muito satisfeito com o resultado das eleições em Monlevade e cidades da região. Na minha terra Natal, o prefeito para o qual torci e pedi votos ganhou, assim como o meu candidato a vereador. Torço para que façam um bom trabalho e tenham a certeza de minha crítica honesta para que trabalhem ainda melhor.


Eleições II

Nesta semana, me contaram que eu fui assunto em uma mesa de bar, com direito a exibição de uma foto de minhas redes sociais, pois segundo um dos que estavam ali, eu era o responsável pelo trânsito da cidade.

Não foi a primeira vez que fui confundido. Já me xingaram na minha página de Facebook. Tudo porque sou homônimo ao responsável pela pasta.

Depois de ouvir toda aquela história, quem me contou disse que a atual prefeita não conseguiu a reeleição por causa, principalmente, das interferências no trânsito do centro. Concordam?


Mesa diretora

Um passarinho muito confiável me contou que, na Câmara Municipal, as articulações estão fervendo em torno da eleição da nova Mesa Diretora. Pelo menos duas chapas já estão em fase avançada de viabilização: uma com o atual presidente, Leles Pontes (Republicanos), que quer se manter no posto, e outra com apoio da situação ao governo eleito, provavelmente encabeçada por Belmar Diniz (PT).


Quebra molas

Falei de trânsito duas notas atrás e vou voltar no assunto. Um amigo, motorista de ambulância me contou que do local onde ele sai para resgatar pessoas até o hospital Margarida, são pelo menos 20 quebra-molas. Isso segundo ele, faz muita diferença, por exemplo, na hora de resgatar um infartado. Tem toda razão.


(*) Breno Eustáquio da Silva é professor universitário