Desde 1984
Vander Neves
04 de Setembro de 2020
Aço para a vida toda há 85 anos
João era um menino quando ouviu falar que sua cidade, João Monlevade, tinha uma riqueza enorme chamada minério de ferro. Descobriu que esse minério virava aço numa empresa. Adorava passar pela empresa à noite, passeando de carro com seus pais, quando as luzes da Usina iluminavam o céu tanto quanto as estrelas. E ainda tinha um fogo azul saindo dela e diziam que lá tinha um Hulk escondido.

João foi percebendo que essa empresa era muito grande e que recebia pessoas do mundo inteiro para visitá-la. Seu produto era de muita qualidade e enviado para o planeta. Também que ela era muito presente em sua comunidade: sempre com grandes projetos trazidos de sua Fundação e com um histórico de filantropia de seus empregados.

Assim como seu avô, seu pai também lá trabalhava e contava muitos “causos” que eram muito divertidos, às vezes sérios, mas todos carregados de sentimentos. João sabia que era um trabalho perigoso, pois não se faz aço sem fogo. Descobriu que essa questão de segurança era valor para os empregados e que todos os dias se falava sobre o assunto por meio de uma sigla – DDS: Diálogo Diário de Segurança.

Mas isso tudo só fez aumentar a vontade dele de lá trabalhar por um devaneio aristotélico: se o lugar faz um produto de excelência, era óbvio que as pessoas deveriam usar felicidade integralmente. E lá da estação da rua Piracicaba, onde gostava de ir bem de noite, sozinho, olhava para a Usina como o topo do Everest.

Adulto, João foi aprovado na seleção e lá testemunhou que o minério de Andrade virava sínter de qualidade. E que alto-forno é porque de fato ele “cozinha” o sínter de baixo pra cima e que o gusa corre no canal como sangue na veia. Que na Aciaria era onde o aço nascia, resiliente e tenaz, assim como os colegas de lá. Na Laminação, esse aço virava Fórmula 1 para assim ficar pronto o fio-máquina. O veredicto vinha das áreas de Qualidade e Assistência Técnica, pois sabiam que tinha um outro agente a deixar feliz: o cliente. E que ainda tinham times de Manutenção, Utilidades, Logística, Saúde & Segurança, RH, Suprimentos, Meio Ambiente e Controladoria que apoiavam todo o negócio.

Achava estranho: como era possível o pessoal chegar para o turno 1 na noite de Natal com sorriso no rosto e animado para bater recorde? E os plantões: João, horrorizado, estranhava ver tantas brincadeiras entre os colegas e sorrisos num fim de semana: de fato, o que sempre ouviu era verdade: trabalhar nesta empresa era muito mais que especial. Isso era percebido pela cidade, porque o uniforme transitava em Carneirinhos com orgulho em abundância.

Passadas crises, mercados, aquisições, joint ventures; João se aposentou com a visão de que seu dever foi cumprido e com sentimento de que ele era como o aço da ArcelorMittal Monlevade: especial, de qualidade e presente para sempre na vida dos brasileiros.

“João” representa esse legado que cada empregado que trabalhou, trabalha ou trabalhará na ArcelorMittal Monlevade sentiu, sente e poderá sentir. E cada monlevadense pode se sentir orgulhoso por tudo aquilo que as operações da Usina trouxeram para a história de João Monlevade: aço para a vida toda, mas “de olho” no futuro para transformá-lo. Assim como foi feito há 85 anos.

(*) Vander Neves é monlevadense e gerente de Recursos Humanos da Usina de Monlevade