A discussão sobre o saneamento no Médio Piracicaba ganhou força nesta quarta-feira (3), após a Associação dos Municípios da região (Amepi) reunir prefeitos para avaliar a proposta de regionalização apresentada pelo Governo de Minas.
Além disso, o encontro ocorreu diante da proximidade do prazo para adesão às Unidades Regionais de Água, Esgoto e Drenagem (URAEDs), que termina no dia 20 de junho. Por isso, os gestores buscam mais informações antes de tomar qualquer decisão.
Saneamento no Médio Piracicaba levanta dúvidas entre prefeitos
A Amepi convocou a reunião com o objetivo de discutir o modelo de saneamento no Médio Piracicaba e esclarecer dúvidas sobre a proposta estadual. Durante o encontro, representantes da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Arisb-MG) participaram das discussões.
Segundo o presidente da Amepi, Augusto Henrique, o tema exige cautela. “Estamos tratando de uma decisão que impacta diretamente o futuro dos municípios”, destacou.
Além disso, o presidente ressaltou que a regionalização pode influenciar áreas importantes, como investimentos em infraestrutura, tarifas e gestão dos serviços públicos.
Saneamento no Médio Piracicaba tem realidades diferentes entre municípios
Durante o debate, os participantes destacaram que o saneamento no Médio Piracicaba apresenta realidades distintas entre as cidades. Dessa forma, os prefeitos afirmaram que não é possível adotar uma decisão única para todos os municípios.
Segundo o presidente da Arisb-MG, Txai Costa, alguns municípios possuem contratos com a Copasa, enquanto outros já operam sistemas próprios. Além disso, há cidades com contratos vencidos ou em situação irregular.
Por isso, os gestores defendem uma análise individualizada antes de qualquer adesão ao modelo proposto pelo Estado.
Prefeitos cobram mais informações
Os prefeitos também demonstraram preocupação com a falta de informações sobre o novo modelo de saneamento no Médio Piracicaba. Entre os principais pontos levantados, estão dúvidas sobre tarifas futuras, investimentos e autonomia dos municípios.
Além disso, os gestores questionam o destino dos servidores das autarquias municipais e os critérios para distribuição de recursos dentro das unidades regionais.
Diante desse cenário, a Amepi elaborou um documento com questionamentos que será enviado ao Governo de Minas. Assim, os prefeitos pretendem obter respostas antes de tomar uma decisão formal.
Decisão estratégica para o futuro
A legislação define que a adesão ao modelo é facultativa. No entanto, os municípios que não aderirem precisam comprovar capacidade técnica para cumprir metas do Novo Marco do Saneamento.
Por isso, os gestores consideram a decisão estratégica e de longo prazo. Além disso, eles destacam que mudanças no saneamento no Médio Piracicaba podem impactar diretamente a qualidade dos serviços e a vida da população.
Segundo Augusto Henrique, a atuação conjunta é fundamental neste momento. Dessa forma, a Amepi busca garantir que todos os municípios tenham segurança técnica antes de qualquer definição.

