A líder do governo na Câmara Municipal de João Monlevade, a vereadora Maria do Sagrado (PT), anunciou nessa quarta-feira (21) que a Prefeitura deve licitar novamente a construção do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) do bairro Planalto. Conforme a parlamentar, a empreiteira contratada deixou a obra depois de ter rejeitado um pedido de aditivo contratual para alterar os muros da creche.

A empresa vencedora da licitação original foi a Vieira Construtora e Empreendimentos Ltda., que receberia R$3.321.863,91 para executar a obra. Segundo a líder do governo, o Executivo negou o acréscimo na verba depois de não receber os levantamentos topográficos que solicitara para analisar a necessidade do aditivo. Segundo Maria do Sagrado, a gestão municipal ainda abrirá um processo administrativo contra a firma. A nova concorrência pública deverá ser aberta depois do período eleitoral.

Conforme o projeto originalmente apresentado, a nova creche municipal terá capacidade para atender a 88 crianças em tempo integral, com área construída de 775,85 metros quadrados (m²), ocupação de 891,68 m² e um terreno de 1.575 m².

Vereadores reclamam

O vereador Vanderlei Miranda (Podemos) afirmou que a desistência já era previsível, e apontou para a recorrência em problemas com certames: “Eu nunca vi dar tanto problema em licitação igual em João Monlevade! […] Era certeiro que aquela empresa ia abandonar aquela obra do Planalto. As empresas não têm gabarito, não têm qualificação suficiente para executar uma obra daquele tamanho.”.

O presidente da Câmara Municipal, Fernando Linhares (Podemos), cobrou a responsabilidade da administração municipal para evitar que empresas abandonem os contratos: “Então, quando há uma licitação, uma empresa ganha e ela não deixa a contento ou não presta o serviço de acordo com o que está lá, a culpa é da administração municipal que não teve a sensatez de verificar que aquela era uma empresa Tabajara, era uma empresa de fundo de quintal”. Já Revetrie Teixeira (MDB) lembrou que, no ano passado, servidores públicos não receberam a bolsa comprada pela Prefeitura como parte da cesta de Natal.