Uma reunião na noite da última segunda-feira (18) levou ao acordo salarial entre a Prefeitura de João Monlevade e os monitores de creche e de alunos especiais. O encontro ocorreu no auditório da sede do Executivo, no bairro Nossa Senhora da Conceição, e contou com representantes do governo municipal e centenas de trabalhadores. O anúncio do acordo foi feito na sessão dessa quarta-feira (20) da Câmara Municipal pelo vereador Leles Pontes (Republicanos). Ele é autor de um anteprojeto que prevê equidade salarial entre os monitores de creche na cidade.
Segundo Leles, o acordo é que os monitores recebam um adicional de R$300,00 no próximo mês, e mais R$200,00 a partir de janeiro. Hoje, o salário-base de um monitor de creche é de R$1.697,88. Conforme o A Notícia já antecipara, a classe almejava ter os salários equiparados aos dos monitores de atividades da Fundação Municipal Crê-Ser, que recebem um salário-base de R$2.482,13. Também participaram da reunião os vereadores Sassá Misericórdia (Cidadania), Thiago Titó (MDB) e Zuza Veloso (Avante), além do próprio Leles Pontes.
Os monitores de creche e de alunos especiais já haviam se manifestado em março na Câmara Municipal, reclamando do baixo ordenado, da falta de apoio e de voz ativa no planejamento das atividades e da jornada cansativa. Num documento ao qual o A Notícia teve acesso, eles comparavam os seus vencimentos aos dos assistentes de educação de Itabira, que recebem R$2.297,76 como salário-base, e em São Gonçalo do Rio Abaixo, o pagamento é de R$3.368,77, praticamente o dobro daquilo que é pago em João Monlevade.
Discursos na tribuna
Em discurso, Leles Pontes elogiou a liderança do movimento dos monitores, e agradeceu ao Executivo por haver chegado a um acordo. Zuza Veloso também destacou a união da classe em prol da melhoria dos salários: “Se fossem uma ou duas monitoras, teriam conseguido?”.
O mesmo tom foi adotado por Thiago Titó, que desde o início do ano, também tem chamado atenção para a pauta: “Foi muito gratificante ver a classe, a categoria unificada e conversando a mesma linguagem, todas defendendo o mesmo propósito, que é a valorização dos salários da categoria, bem como melhores condições de salário”.
Agora, segundo Titó, a Prefeitura deve encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei para oficializar o reajuste. O presidente do Legislativo, Fernando Linhares (Podemos), ressaltou o empenho da Casa em conseguir a elevação nos vencimentos dos servidores.



