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03 de Agosto de 2022
Itabira tem caso suspeito de varíola dos macacos em apuração
Reprodução

Investigação descartou outra possível contaminação

A Prefeitura de Itabira confirmou na tarde desta terça-feira (2) que o município tem um caso suspeito da varíola dos macacos. O paciente, diz o comunicado do Executivo, está em isolamento residencial e sendo monitorado pela secretaria. O município tinha outra suspeita da doença, que já foi descartada. Cumprindo o procedimento padrão, os dois casos foram encaminhados ao governo estadual e registrados no boletim epidemiológico, distribuído à imprensa. Itabira continua sem nenhuma contaminação comprovada pela varíola dos macacos. 

No comunicado, a secretária municipal de Saúde, Clarissa Santos, informou que Itabira está preparada e segue as medidas de prevenção à monkeypox preconizadas pela Secretaria de Estado da Saúde. “Seguindo todos os protocolos, os kits para testagem já estão disponíveis na nossa rede e usados regularmente, quando necessário. Temos uma equipe treinada para receber os casos suspeitos, coletar os exames e encaminhá-los ao laboratório da Funed, oficialmente credenciados pelo SUS”. 

A superintendente da Vigilância Epidemiológica, Natália Andrade, frisa que “a chamada Varíola dos Macacos é uma doença contagiosa, merece cuidados e atenção, sendo importante considerar que o índice de mortalidade no Brasil e no mundo é muito baixo. Não há motivo para alarde”. Ela orienta que, em casos suspeitos, a população procure o PSF mais próximo de sua residência onde todos os cuidados serão tomados para o acolhimento, testagem e isolamento do paciente quando houver indicação. Os sintomas são gripais, como febre, mal-estar e dor de garganta. Com o aumento da febre aparecem inflamações nos gânglios cervicais, mandíbulas e axilas. As lesões (bolhas) surgem simultaneamente. O tratamento é baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar dor e as lesões na pele, prevenir e tratar complicações.

A monkeypox é uma doença viral causada pelo vírus de mesmo nome. Apesar do nome, é importante destacar que os macacos não são reservatórios do vírus da varíola. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, com as lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva. As pessoas que possuem contato íntimo, membros da família e parceiros sexuais correm maior risco de infecção, assim como profissionais de saúde.

Atualização: na manhã desta quarta-feira (3), a Prefeitura de Itabira anunciou que a contaminação foi descartada, e o município segue sem nenhum caso comprovado da varíola dos macacos.