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Polícia
29 de Julho de 2022
MP pede nova diligência no caso do pastor da Assembleia de Deus
Arquivo JAN
Em 14 de junho, Polícia Civil realizou entrevista coletiva para apresentar resultados do inquérito.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou ao A Notícia que remeteu à Delegacia de Polícia Civil, a investigação sobre as denúncias contra o ex-presidente do Ministério de João Monlevade e Itabira da Assembleia de Deus. O caso terminou com sete indiciamentos. Segundo o órgão, a medida foi tomada em 8 de julho, pela necessidade de outra diligência para a formação da sua opinião a respeito do delito. 

Conforme a assessoria do MPMG, “os autos foram devolvidos à delegacia para a realização de acareações e oitivas de investigados e testemunhas. Assim, até o momento, não houve o oferecimento de denúncia”. Atualmente, o processo está em segredo de Justiça, e o inquérito policial tramita na 3ª Promotoria de Justiça e na Vara Criminal da comarca de João Monlevade.

Segundo o delegado regional de Polícia Civil, Bernardo de Barros Machado, não será aberto outro inquérito policial. Houve apenas o pedido para o cumprimento de uma diligência solicitada pelo Ministério Público, para que fosse remetida à promotoria. Esse procedimento, diz o delegado, ainda não foi realizado. 

No dia 10 de maio deste ano, a Polícia Civil recebeu uma denúncia de importunação sexual supostamente cometida pelo pastor então presidente do Ministério de João Monlevade e Itabira da Assembleia de Deus, contra uma mulher, de 40 anos, integrante da Igreja. Após a realização de inquérito, a Polícia Civil divulgou, no dia 14 de junho, o resultado dos trabalhos. 

 O caso teve uma reviravolta e, segundo a Delegada Camila Batista Alves, responsável pelas investigações, a mulher que denunciou o pastor e outras duas pessoas ligadas à igreja foram indiciadas por denunciação caluniosa, e outras quatro, por falso testemunho. A Polícia concluiu que o pastor que fora denunciado não cometeu nenhum crime.

Recentemente, o pastor denunciado renunciou ao cargo de presidente, mas pode frequentar os templos da igreja. Atualmente, a presidência temporária está a cargo de Carlos Roberto Lopes, o pastor Carlinhos, então vice-presidente e ex-vereador de João Monlevade. Ele disse que a Assembleia de Deus prepara eleição de novo presidente O caso segue em segredo de Justiça. Por isso, o nome dos envolvidos não foi revelado.