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20 de Junho de 2022
Ouro Preto promove 17ª Mostra de Cinema

Com sessões presenciais e online, 17ª CineOP exibe 151 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens em pré-estreias e mostras temáticas

De 22 a 27 de junho, Ouro Preto recebe a sua 17ª edição de sua já tradicional Mostra de Cinema (Cineop). A programação se divide em três frentes temáticas: preservação, história e educação. Neste ano, a CineOP traz 151 filmes, entre pré-estreias contemporâneas e mostras temáticas. 

Conforme anunciado, serão exibidos 20 longas, 14 médias e 117 curtas-metragens, vindos de 8 países (Brasil, Argentina, Bolívia, EUA, Israel, Peru, Rússia, Uruguai) e de 21 estados brasileiros (AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RR, RS, SC, SP), distribuídos em oito mostras: Contemporânea, Homenagem, Preservação, Histórica, Educação, Mostrinha e Cine-Escola. 

A grade ainda será acompanhada, ao longo de seis dias de evento, de debates, seminários e atividades complementares que dialoguem diretamente com a experiência dos filmes. As exibições vão ser no Centro de Artes e Convenções e na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, e também online, em cineop.com.br. Toda programação é gratuita.

O público também vai poder aproveitar o cinema ao ar livre, filmes no cinema instalado no Cine-Teatro, participar de debates, encontros, rodas de conversa, masterclasses internacionais, oficinas, Mostrinha, sessões de cine-escola, lançamento de livros, exposição e atrações artísticas. A programação completa está em www.cineop.com.br.

 

Mostra Histórica

Neste ano, o recorte desse ano se dá a partir da proposição “Cinemas Indígenas: Memórias em Transmissão”. Segundo os organizadores, nos últimos 20 anos, vivencia-se uma transição progressiva para a autocriação de filmes de povos indígenas, sem interferências de não-indígenas na construção da estética e da linguagem, o que traz a percepção e recepção cada vez mais amplas das singularidades formais dessa produção. 

A curadoria de Cleber Eduardo atentou para isso e fez seu recorte a partir dessa autêntica novidade no cenário de produção brasileiro. Houve o movimento deliberado de se evitar um recorte puramente histórico, como se convencionou em outras edições, e priorizar universos fílmicos que soassem mais urgentes e palpitantes. “Foi como cheguei na produção indígena, ao perceber que ela sempre foi tratada um tanto na paralela do cinema brasileiro, e nunca tanto agregada ao cinema brasileiro. Então me interessava mergulhar nesses filmes e detectar mudanças de fases e traços de singularidade ou, no nosso palavrório branco-ocidental, alguma autoralidade”, comenta o curador.  Ele recortou 35 títulos que estão na programação da CineOP, de 17 povos distintos. “O que vejo nessa programação são dois grandes grupos de filmes muito particulares: os que giram em torno da terra, do território, das demarcações, das invasões, nos quais a presença branca é sempre o inimigo, sejam atritos do passado ou do presente; e os que trabalham a resistência de certas tradições, rituais e reelaborações identitárias a partir de suas espiritualidades”.

Reprodução

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