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17 de Junho de 2022
“Sumiço” de linhas de ônibus gera reclamações
Arquivo JAN

Diversos leitores, usuários do transporte público, têm entrado em contato com o jornal A Notícia para criticar e cobrar melhorias no serviço. Os passageiros não escondem sua insatisfação com ônibus lotados e poucas e inconstantes viagens. Nas últimas semanas, várias queixas foram de que determinados horários de  linhas foram suprimidos sem prévio aviso.
Uma moradora, por exemplo, queixa-se que a saída das 5h15 do bairro ABM-Feixos da linha 154 foi subitamente encerrada. Outra diz que a linha 30 das 15h30, saindo do Estrela Dalva, não passa mais pelo bairro Nova Monlevade. Uma terceira fala sobre a linha 152 no bairro Promorar. Outra fala que a linha 33 já não deixa o bairro Planalto às 17h40, e moradores dos bairros Laranjeiras e Metalúrgico precisam caminhar até a avenida Wilson Alvarenga em alguns horários. Aos domingos, a linha 11 contava até o ano passado com uma viagem saindo às 7h30 do Terminal Rodoviário, que agora já não mais existe.  
Segundo o diretor da Enscon, Eduardo Lara, a responsabilidade pela alteração dos horários é do Serviço de Trânsito e Transportes (Settran). Normalmente, o órgão determina que as mudanças sejam executadas de imediato. Quando essa ordem chega, diz Eduardo, o aplicativo JMBus, que fornece os horários e itinerários, é atualizado de pronto. 
Sobre as queixas dos usuários, Lara diz que o horário de 5h15 via ABM já está resolvido, pois é atendido pela linha 152, como era antes. A linha 30 não passa pelo bairro Nova Monlevade nesse horário, porque já há a linha 22 às 15h, que estava atrasando o horário. A linha 33 continua com sua viagem às 17h50, enquanto a rota da linha 11 foi excluída antes da pandemia. A Notícia apurou que a empresa também afixa avisos nos ônibus sobre alteração de linhas e horários. 
A Notícia enviou questionamentos para a Prefeitura e para o secretário de Serviços Urbanos, Marco Antônio Penido Simas, sobre as mudanças nas linhas. Ele disse que seria realizada uma reunião a respeito mas não informou o que ficou acertado. 

Subsídio e licitação

Refletindo um quadro nacional, o transporte público de João Monlevade enfrenta uma aguda crise. Em agosto do ano passado, a Enscon pediu um subsídio mensal de R$350 mil por seis meses para equilibrar suas contas, alegadamente prejuízos pela baixa na demanda por conta da pandemia. A ajuda financeira, que foi renovada em fevereiro, serviria para evitar um colapso no serviço de ônibus, como já aconteceu em outras cidades brasileiras. O município vai repassar cerca de R$4 milhões para custear os déficits da planilha. Caso contrário, segundo a empresa, a alternativa seria o reajuste da passagem dos ônibus. 
A Prefeitura prepara, até o mês que vem, licitação para a escolha de nova concessionária do transporte público. Uma empresa de consultoria, a Cidade Viva Engenheiros e Arquitetos, foi contratada para apontar o que pode ser melhorado no serviço e preparar o edital da licitação ainda a ser publicado.