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15 de Junho de 2022
Festival de Inverno de Itabira terá 22 dias de eventos e grandes shows

Academia da Berlinda, Ao Cubo, Fundo de Quintal, Johnny Hooker, Lagum, Maria Gadú e Vanessa da Matta são os principais nomes

O 48º Festival de Inverno de Itabira vem com a proposta de” colorir” as ruas da cidade, aol longo de 22 dias, com grandes atrações, shows e eventos culturais.  Na manhã desta terça-feira (14), o prefeito municipal Marco Antônio Lage (PSB) e o superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Marcos Alcântara, anunciaram os principais nomes que prometem animar a cidade, entre os dias 26 de junho e 17 de julho.

A programação extensa leva dezenas de artistas itabiranos no palco e realiza 10 oficinas, seis peças teatrais, oito intervenções urbanas e três exposições. Além da região central da cidade, a programação se desenvolve em bairros como Campestre, Candidópolis, Pedreira, Santa Tereza e Gabiroba, além dos distritos. As programações também terão envolvimento das escolas da cidade. 

As atrações prometem agradar ao público com a variedade de artistas e estilos diversos: Academia da Berlinda, Ao Cubo, Fundo de Quintal, Johnny Hooker, Lagum, Maria Gadú e Vanessa da Matta são os principais nomes para animar o Festival, que acontece há 48 anos inintrerruptamente. 

Realizado pela Prefeitura de Itabira e Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), com patrocínio do Instituto Cultural Vale, a abertura do 48º Festival de Inverno de Itabira será no dia 25 de junho, às 19h, no Memorial Carlos Drummond de Andrade, com a exposição “Vida e obra de Drummond”, feita com a curadoria do neto do poeta Pedro Drummond e do artista Agnaldo Pinho.

Shows

No dia 26, às 20h, a Praça do Areão recebe o grupo Fundo de Quintal e seus clássicos do samba. Já na quinta-feira (30), será a vez da atração gospel Ao Cubo assumir o palco da Praça do Areão. No dia 3, a festa será comandada pela banda Lagum, também na Praça do Areão, às 20h; e, no sábado (9), o festival conta com o show do pernambucano Johnny Hooker, às 22h, no mesmo local.

Já no dia 15, a cantora e compositora Vanessa da Mata e a Orquestra Opus sobem ao palco do Areão às 20h. Para o encerramento, no dia 17 de julho, o festival contará com Maria Gadú e um bis da Orquestra Opus, às 20h. 

Cidade da cultura 

Para o prefeito, Marco Antônio Lage, o 48° Festival de Inverno de Itabira é a reafirmação da Cidade da Cultura, que fomenta a indústria cultural como um forte segmento para a diversificação econômica do município, gerando novas oportunidades, vivências, formações, entretenimento, lazer e geração de emprego e renda. “Itabira é a cidade da poesia, da literatura, da cultura. Queremos teatro nas ruas, música nos bairros, para mostrar a potência que a nossa cidade tem diante da rota dos grandes eventos”, reforça o prefeito.

Já o superintendente da FCCDA, Marcos Alcântara, destaca que o Festival tem história e nome no Brasil por manter 48 anos de tradição. “O carinho da população é o fator primordial para que a cada edição tenha um toque das vontades da comunidade, buscando universalizar o que há de melhor na cena nacional, regional e local, criando um intercâmbio de saberes e dando cores para a cidade”, reforça.

Homenagem

Nesta edição, o festival traz o nome de Márcio Sampaio como homenageado. Nascido em 6 de janeiro de 1941, em Santa Maria de Itabira, Márcio é filho de Altina Procópio Sampaio e Alberto Sampaio e pai de dois filhos. Jornalista, escritor, crítico de arte, artista plástico, curador e produtor cultural, além de professor aposentado da Escola de Belas Artes da UFMG.

Ainda no início da década de 1960, Márcio fundou, com um grupo de amigos, a revista de vanguarda Ptyx. Realizou sua primeira mostra individual em 1964, mesmo ano em que lançou o livro de poesias Rubro Apocalíptico. Passou a atuar como crítico de arte no jornal Diário de Minas em 1965 e lança seu segundo livro de poemas, O Ciclo de Barro. No ano seguinte, começa a colaborar como ilustrador no suplemento literário do Minas Gerais, recém-criado pelo escritor Murilo Rubião (1916 - 1991). 

Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1967. Entre 1968 e 1971, foi coordenador do Museu de Arte da Pampulha - MAP (Belo Horizonte MG). Em 1971, inicia a série de obras denominada Galeria Antropofágica e, no ano seguinte, assume a coordenação do Palácio das Artes de Belo Horizonte. Ingressou como professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais - EBA/UFMG em 1977, e se aposentou em 1999. Em 2005 é realizada na Grande Galeria do Palácio das Artes de Belo Horizonte a exposição Declaração de Bens, retrospectiva de 50 anos de sua carreira.

 

A programação completa estará em breve no site da FCCDA (www.fccda.com.br) e no da Prefeitura de Itabira (www.itabira.mg.gov.br), além das redes sociais do município.