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Polícia
13 de Maio de 2022
Expectativa é que novo IML funcione ainda neste ano
João Vitor Simão
Reunião discutiu implantação de novo IML em Monlevade

A nova sede do Instituto Médico Legal (IML) em João Monlevade pode sair ainda em 2022. Pelo menos, essa é a expectativa de Saulo Amaral, membro do Conselho Comunitário de Segurança Pública – Setor 1 (Consep 1). Segundo ele, uma verba de R$243 mil já está assegurada, e o planejamento é de que o restante seja rateado pelos municípios usuários do IML em proporção à sua população. 
Atualmente, o IML atende à demanda de João Monlevade, Bela Vista de Minas, Rio Piracicaba, Nova Era, Alvinópolis, São Domingos do Prata, São José do Goiabal, Sem Peixe, Dionísio e Dom Silvério. Conforme Saulo, caso os trâmites corram em tempo hábil, é possível que a estrutura esteja em funcionamento até o fim de 2022. 
O IML será construído em um imóvel ao lado da Policlínica (antigo PA). O espaço foi cedido pelo município ao Governo do Estado em 2019, por meio de uma sessão de uso, de autoria do Executivo Municipal e aprovada pela Câmara de Vereadores. Segundo a Prefeitura de João Monlevade, os recursos advêm do acordo judicial feito pela Vale junto ao governo estadual. O Executivo monlevadense anunciou que contribuirá com recursos para a instalação. “O nosso governo vem participando das discussões e não pretendemos fugir da parte que cabe à nossa cidade”, declarou o prefeito Laércio Ribeiro (PT). Ele não participou da reunião por motivo de viagem, mas enviou nota à imprensa a respeito.
O encontro que debateu o assunto foi realizado na terça-feira (10), na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi). O objetivo foi discutir as estratégias de melhoria do serviço, que atualmente funciona no cemitério do Baú, em condições precárias. 
Participaram os vice-prefeitos de João Monlevade, Fabrício Lopes (Avante); de Bela Vista de Minas, Rode Basílio (União Brasil); e de Nova Era, Moriá Benevides (União Brasil), e representantes de Rio Piracicaba e Alvinópolis. Ainda presentes, o delegado regional de Polícia Civil, Bernardo de Barros Machado, acompanhado de integrantes da Polícia Civil; o promotor Gabriel Costa de Jesus; o chefe de gabinete da Prefeitura de João Monlevade, Geraldo Giovani Silva, e os vereadores de João Monlevade Fernando Linhares (União Brasil) e Marquinho Dornelas (PDT); além de integrantes do Consep 1. 
Fernando Linhares, que também é policial civil, relatou que, ao levar um presidiário para um exame de corpo de delito, foi obrigado a esperar pelas perícias de duas vítimas de um acidente de trânsito. Ele relembrou que, até há algum tempo, o IML de João Monlevade também era responsável pelos procedimentos de Santa Bárbara, Barão de Cocais, São Gonçalo do Rio Abaixo e Catas Altas.
O delegado regional, Bernardo de Barros Machado, que assumiu o posto no fim de março, questionou a possibilidade de construção de um Posto de Perícia Integrada (PPI). Como resposta, ele ouviu que a obra demandaria muito dinheiro para ser concretizada. Uma nova reunião será realizada no dia 10 de junho com os representantes dos municípios para analisar as planilhas de custo da obra e definir o valor que caberá a cada Prefeitura.