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15 de Setembro de 2021
Câmara de São Gonçalo realiza palestra sobre Campanha do Setembro Amarelo        

 O evento, promovido pela Escola do Legislativo, teve como objetivo conscientizar sobre a prevenção do suicídio

Como parte da campanha interna do Setembro Amarelo na Câmara Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo, a Escola do Legislativo Isabel Rodrigues promoveu uma palestra sobre Conscientização e Prevenção ao Suicídio, destinada aos vereadores, assessores e funcionários da Casa. A apresentação aconteceu nesta terça-feira (14), no auditório da Sede do Legislativo, sendo ministrada pelo estudante de Psicologia e membro da Escola do Legislativo, Diego Martins.

O presidente da Câmara, vereador Diego José Ribeiro (PDT), falou sobre a necessidade do diálogo a respeito do assunto. “A depressão e as doenças psíquicas têm acometido muitas pessoas e, neste momento de pandemia, é preciso mais do que nunca falar sobre esse problema, que é ocultado em nossa sociedade por ser considerado um tabu, tornando-se então um mal silencioso”, afirmou. “É de suma importância que todos se conscientizem, livrem-se de preconceitos, para que ninguém mais tenha receio de pedir ajuda e apoiar quem precisa, sem fazer julgamentos”.

Na palestra, Diego Martins explicou a origem do Setembro Amarelo, que começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido pela sua personalidade carinhosa e pela sua habilidade mecânica, tendo um Mustang 68, que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. Em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos de idade. Infelizmente, a sua família e os seus amigos não perceberam os sinais de que ele pretendia tirar a sua própria vida.

No ano de 2003, a Organização Mundial da Saúde instituiu a data de 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. No Brasil, o Setembro Amarelo foi criado em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio e dar visibilidade à causa.

Após a introdução histórica, o estudante de psicologia mencionou os fatores de risco que levam ao suicídio, sendo eles doenças psíquicas, como a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia e a dependência química. Além disso, Diego ressalta que pessoas que sofrem discriminação podem também desenvolver pensamentos suicidas, uma vez que o ato geralmente acontece em momentos de desespero e de desamparado. Outro grupo de risco é formado por pessoas acima de 65 anos, que sofrem com a solidão, com a falta de perspectiva de futuro e entre outros motivos.

COMO AJUDAR

Por fim, o público foi instruído a como ajudar na prevenção do suicídio: segundo Diego, é preciso observar os sinais (como isolamento, falas e pensamentos pessimistas, alterações extremas de humor e desapego), conversar e permitir que a pessoa desabafe, sem emitir julgamentos, e não medir a dor do outro pelas suas experiências pessoais.

“O nosso dever como seres humanos e cidadãos é oferecer apoio, e precisamos entender que o que não nos afeta não necessariamente não causa dor e sofrimento no outro”. Diego destaca também que é necessário buscar um tratamento correto com um profissional da área da psicologia ou da psiquiatria. “É importante incentivar a pessoa que está apresentando sinais de que pretende cometer suicídio a procurar ajuda especializada”.

Na palestra, foi apresentado o “Centro de Valorização da Vida” (CVV), uma associação sem fins lucrativos que oferece apoio emocional, atuando na prevenção do suicídio. Caso precise conversar, basta ligar para o número 188 ou acessar o chat no site www.cvv.org.br. O atendimento é gratuito e sob total sigilo, disponível 24 horas em todos os dias.