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Polícia
30 de Agosto de 2021
Após prender suspeito de abusar de enteada, PC mira mãe e investiga nova denúncia
Da esquerda para a direita, investigador Eliel Campos, inspetor Anderson de Assunção, delegado regional Paulo Tavares, delegada Camila Alves e investigadores Dalila Linhares e Matheus Ramos

A Polícia Civil realizou na tarde desta segunda-feira (30) uma coletiva sobre a prisão de um suspeito de abusar da enteada de 12 anos no mês passado em João Monlevade. 

A prisão aconteceu no último sábado (28), na cidade capixaba de Cariacica, na Grande Vitória, e foi realizada por agentes da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil.

O suspeito, de 38 anos, era companheiro  da mãe da vítima e não ofereceu resistência ao ser detido. Segundo a delegada Camila Batista Alves, ele admitiu o crime apenas parcialmente, negando o ato sexual. 

O homem foi encontrado com a mãe da vítima, a mesma que flagrou a suposta conjunção carnal dos dois. A suspeita é de que ela estivesse tramando uma fuga com o companheiro, com quem mantém um relacionamento há cerca de um ano. A Polícia Civil investiga se ela traiu a sua atribuição legal de proteger sua filha da violência sexual.

Conforme a Polícia Civil, o suposto autor é portador do vírus HIV, que causa a Aids. Exames irão determinar se a menina contraiu a doença. 

No dia do crime, o suspeito conseguiu fugir antes da chegada da Polícia Militar. Segundo o inspetor Anderson de Assunção, ao ser preso, ele relatou que, logo após escapar, tomou um ônibus em direção a Belo Horizonte e depois rumou em outro para Vitória. Ali, o suspeito trabalhou como vidraceiro, mas não portava documentos e usava o nome do filho. O inquérito foi instaurado em 13 de julho.

Após a divulgação da prisão, uma outra possível vítima foi localizada: ela tinha 9 anos quando os abusos aconteceram, há cerca de uma década. Essa denúncia será verificada. Segundo a delegada, a corporação preza para que a prisão do suspeito seja mantida. Ele, que já possui ficha criminal por outros delitos, inclusive de natureza sexual, está detido no presídio de João Monlevade. A expectativa é de que o inquérito seja entregue e remetido à Justiça nos próximos dez dias. Caso seja condenado, o homem pode receber uma pena superior a vinte anos de cadeia. 

Cuidado

Camila Alves destaca que, para muitas crianças, a escola acaba sendo o único ambiente onde elas recebem afeto e atenção, e ressalta a parceria entre a Polícia Civil e as instituições de ensino para coibir os abusos. Ela pede que qualquer pessoa que perceba algum sinal consistente de que alguma criança esteja sendo molestada ou tendo seus direitos violados, mesmo que tenha apenas uma desconfiança, pode acionar as autoridades policiais.

 A corporação já recebeu denúncias, por exemplo, de menores que eram mantidos em cárcere privado e não saíam de casa por nenhuma razão. 

Os trabalhos investigativos foram conduzidos pela delegada Camila Batista Alves e contaram com o inspetor Anderson de Assunção Marcelos, a escrivã Carla Geralda Cota e os investigadores Eliel Martins Campos, Matheus Gelmoni Albano Ramos e Dalila Pereira Linhares.