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27 de Agosto de 2021
Câmara de São Gonçalo realiza palestra sobre Agosto Lilás

Como parte da campanha interna do Agosto Lilás, mês dedicado ao combate à violência contra mulher, a Câmara Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo e a Escola do Legislativo Isabel Rodrigues promoveram uma palestra de conscientização sobre o tema. Participaram os vereadores, assessores e funcionários da Casa. A apresentação aconteceu nesta terça-feira (24), no auditório da Sede do Legislativo, sendo ministrada pela estudante do curso de Direito e membro da Escola do Legislativo, Rayssa Giovanna.
O presidente da Câmara, vereador Diego José Ribeiro (PDT), falou sobre a importância da campanha. “Essa ocasião serve para nos lembrar do nosso dever de combater este mal que, infelizmente, faz centenas de vítimas todos os dias. O Agosto Lilás nos mostra que devemos nos mobilizar não apenas nesta data, mas sim durante o ano inteiro”, afirmou. “Uma forma de erradicar a violência doméstica é conscientizar e incentivar a população a denunciá-la, seja ela física, verbal, sexual, psicológica e patrimonial. Como cidadãos e agentes políticos, é também nosso papel propor políticas públicas e exigir das autoridades mais projetos voltados à proteção da mulher”, enfatizou.
Na palestra, Rayssa Giovanna explicou o real significado do Agosto Lilás e os tipos de agressões: física, verbal, psicológica, sexual e patrimonial. “A violência contra a mulher vem da cultura da dominação do homem sobre a mulher, e isso tem a sua origem nos primórdios da humanidade. Então, nós temos que quebrar esta cultura de machismo”, ressaltou. Em seguida, Rayssa abordou os detalhes da Lei n° 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, e da Lei n°13.104/2015, a Lei contra o Feminicídio.
A palestrante falou também do ciclo da violência, caracterizado por três etapas: a fase da tensão (quando começam os momentos de raiva, insultos e ameaças, deixando o relacionamento instável); a fase da agressão (quando o agressor se descontrola e explode violentamente, liberando a tensão acumulada) e a fase da lua de mel (o agressor pede perdão e tenta mostrar arrependimento, prometendo mudar as suas ações). “Esse ciclo se repete, diminuindo o tempo entre as agressões, e se torna sempre mais violento. Logo, esta mulher precisa de ajuda. Não é fácil romper um relacionamento de anos com quem se tem laços afetivos fortes. As mulheres, na maioria das vezes, não denunciam por terem dependência afetiva e econômica de seus parceiros; por terem medo de possíveis novas agressões, ou por falta de confiança nas instituições públicas responsáveis”, explicou.

Como denunciar

Qualquer tipo de agressão contra mulheres deve ser denunciada através do número 180, a Central de Atendimento à Mulher, ou para 190, da Polícia Militar. É possível também pedir ajuda ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município. Além disso, Rayssa deixa claro que todos têm o dever de amparar as vítimas de violência doméstica. “Qualquer cidadão pode denunciar, a qualquer hora do dia, até mesmo no anonimato”, destacou. O vídeo da gravação da palestra na íntegra está disponível e pode ser assistido no canal do Youtube da Câmara de São Gonçalo.