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11 de Junho de 2021
Dia Mundial do Doador de Sangue chama atenção para queda em doações

A próxima segunda-feira (14) marca a comemoração do Dia Mundial do Doador de Sangue, data que tem a intenção de homenagear quem se mobiliza a participar da causa e incentivar novas pessoas a fazerem o mesmo. A prática é responsável por salvar milhares de vidas e deixa em evidência como, devido à pandemia do coronavírus, o número de doações caiu em, aproximadamente, 20% em todo o país.
Segundo dados do Ministério da Saúde, foi observado uma queda expressiva na quantidade de doações de 2020, que se deve ao fato das pessoas estarem evitando atividades fora de casa. Entretanto, ainda não houve desabastecimento no país. A taxa de doação de sangue voluntária atual da população brasileira é de 1,6% e, embora esteja dentro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é essencial a estimulação para novas doações. 
Em João Monlevade, a ArcelorMittal costumava realizar de 1 a 4 campanhas por ano até 2019, por meio de uma parceria com a Hemominas, coletando cerca de 130 bolsas. Segundo a empresa, cada campanha era realizada das 7h às 16h, geralmente em um sábado, com grande procura de doadores e apoio de vários parceiros e voluntários.
As campanhas de doação de sangue começaram em 2006, e até 2019 foram coletadas mais de 3.500 bolsas de sangue. A ArcelorMittal explica que, devido às regras sanitárias e medidas necessárias de distanciamento social por conta da pandemia, não foram realizadas campanhas no último ano em João Monlevade, onde há mais de 500 doadores de sangue cadastrados no banco de dados. Caso seja possível em função da pandemia, a empresa pretende retomar a parceria com Hemominas em 2022 para a realização de novas campanhas em João Monlevade.

Pró-voluntário 
Na ArcelorMittal, os voluntários da empresa contribuem com o agendamento da doação, preparação de mobília e sinalização da Abertta Saúde – onde são realizadas as campanhas de doação de sangue –, realização de funções de montagem e desmontagem, encaminhamento do público, preenchimentos de formulários, realização de limpeza, disponibilização de lanche, almoço e táxis para levar o sangue a cada duas horas para Belo Horizonte. 
Por trás desse sistema está o Hemominas Betim, que coleta as bolsas e disponibiliza uma série de profissionais, como médicos, enfermeiros, triagistas e trabalhadores da parte administrativa. A Fundação Hemominas também traz uma estrutura de equipamentos, incluindo computadores, balanças, cadeiras e bolsas. 'Já fomos convidados duas vezes para dar palestras no Hemominas – unidade de Betim – sobre nosso trabalho voluntário de organização para coleta externa', conta Joaquim Costa, Gerente Técnico na ArcelorMittal Monlevade e um dos voluntários à frente da campanha. 

Doar antes de vacinar
O coordenador geral de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Firmino, afirma que 'a população precisa estar ciente sobre os períodos de restrição para doação de sangue após receber a vacina contra o coronavírus. Por isso, enfatizamos a importância das pessoas fazerem suas doações antes de receberem a vacina. A doação de sangue é segura e não contraindica a vacinação, podendo inclusive receber a vacina logo em seguida à doação'.
Para informar a população brasileira, o Ministério da Saúde realizou, em março desse ano, uma campanha com o objetivo de incentivar doações e garantir o estoque de bolsas de sangue em todo o país. A prática é segura, mesmo ainda em tempos de pandemia, e todas as medidas de segurança estão sendo adotadas pelos hemocentros do Brasil.