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29 de Abril de 2021
João Monlevade perde médico José Nélson Fagundes

Faleceu no início da tarde desta quinta-feira (29), o médico José Nélson Fagundes, fundador do Laboratório Carlos Chagas, uma referência na cidade e região. Ele tinha 75 anos e deixa a esposa Maria do Carmo Alvarenga Fagundes e quatro filhos: Lúcia, Tales, Tiago e Livia, além de netos. A causa da morte não foi divulgada.

A presidente da Associação Médica de João Monlevade (AMJM), Ana Beatriz Valente Costa, exaltou a biografia do colega: “Ele teve uma grande participação no nosso corpo clínico. Sempre foi atuante, com uma trajetória marcada pela ética e pela moral. O doutor José Nélson foi um dos pioneiros da Unimed, era muito idôneo, e deixa o nosso corpo médico bastante pesaroso com a sua perda”, disse.  Segundo a presidente da Associação Médica, o velório será realizado na capela Real Pax, no bairro JK, entre as 18h e às 21h e será sepultado em sua cidade natal, Perdões, no sul do Estado.

José Nélson chegou a Monlevade em 1972, logo após se formar pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2017, ao ser homenageado com o troféu Tradição e Qualidade, daquela edição do 100 Melhores, o A Notícia o entrevistou e publicou sua trajetória.

 No início da década de 1980, José Nélson Fagundes era clínico geral do Hospital Margarida. No entanto, após o falecimento do responsável pelo laboratório do hospital, o médico Geraldo Soares de Sá, o setor começou a ter a qualidade dos resultados comprometida. Foi então que José Nelson recebeu o convite da então diretora, Maria Deia Ramos de Almeida (Dra. Deia), para assumir os trabalhos no laboratório. Ele voltou à universidade e se especializou em Patologia Clínica.

Após assumir o laboratório do hospital, José Nelson implantou no Margarida uma das primeiras Comissões de Combate à Infecção Hospitalar no Estado de Minas Gerais. Depois da experiência à frente do laboratório no hospital, após cinco anos, ele decidiu abrir o próprio laboratório. Até então, ele havia trabalhado por 15 anos no serviço público municipal, atendendo no Posto Médico, que mais tarde se tornaria a Policlínica.

No início dos anos 2000, o filho Tales Alvarenga assumiu os trabalhos no laboratório ao lado do pai. Nos últimos anos, outro filho, Tiago, também integrou a equipe de gestão do laboratório. Hoje, o Laboratório Carlos Chagas chega aos 39 anos e se expandiu: são seis unidades em João Monlevade, além de unidades nas cidades de Alvinópolis, Bela Vista de Minas, Barão de Cocais, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, São Domingos do Prata e Nova Era. Em 2017, o laboratório foi homenageado pelos 100 Melhores, do Jornal A Notícia, com o troféu Tradição e Qualidade. Ao longo das vinte edições da premiação, o Laboratório Carlos Chagas recebeu o troféu 13 vezes, como o melhor laboratório de João Monlevade. 

Vice-prefeito

Em meados dos anos de 1990, José Nelson entrou para a política e foi vice-prefeito de João Monlevade, no terceiro mandato de Germin Loureiro (Bio), pelo PMDB. Em entrevista ao A Notícia, ele declarou que a experiência foi positiva, porque pôde conviver de perto com os homens que mais admirava, os ex-prefeitos Antônio Gonçalves e o próprio Bio. Para José Nélson, o mandato foi fundamental para ele entender melhor a cidade e ajudá-la a se desenvolver.  Muito conhecido na cidade, ele deixa legado de trabalho, bom humor e respeito ao próximo.