Itabira ganhou um novo espaço nas discussões nacionais sobre o futuro da mineração. O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (16), para integrar o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), órgão vinculado à Presidência da República.
A nomeação ocorreu no mesmo dia em que Lula sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras, que prevê mecanismos para estimular pesquisa, processamento, transformação e industrialização desses recursos no país.
O Cimce terá entre suas atribuições acompanhar a implementação da política nacional, participar da formulação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e atuar na seleção de projetos considerados prioritários.
Marco Antônio Lage integra o colegiado como presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil). A vice-presidente da entidade, Josemira Gadelha, prefeita de Canaã dos Carajás (PA), também participa do conselho como suplente.
Conforme Marco Antônio, a presença da AMIG Brasil permite levar ao debate federal a experiência dos municípios que convivem diretamente com a mineração. “Para Itabira, que é o berço da mineração no Brasil, essa participação tem um significado ainda maior. Estamos levando para uma agenda nacional a experiência de um território que conhece, há décadas, os desafios, os impactos e também as oportunidades que a mineração pode gerar”, afirmou.
*Novo ciclo*
A nova política federal busca ampliar a agregação de valor aos minerais produzidos no Brasil, estimulando não apenas a extração, mas também o beneficiamento, processamento, transformação, pesquisa, desenvolvimento e inovação. A proposta pretende fortalecer a participação brasileira nas cadeias produtivas de minerais considerados estratégicos, reduzindo a dependência da exportação de commodities e ampliando atividades de maior valor agregado.
Nesse cenário, o prefeito defende que a experiência de Itabira seja considerada na construção das novas políticas. “Precisamos superar o modelo de mera exploração de commodities e transformar nossa potência geológica em conhecimento, tecnologia, empregos qualificados e desenvolvimento. Itabira pode contribuir muito para essa construção porque carrega uma experiência histórica que precisa ser considerada nesse novo ciclo mineral”, disse.
Para o prefeito, a discussão também envolve o futuro dos municípios mineradores e a necessidade de transformar a riqueza mineral em desenvolvimento de longo prazo. Segundo Lage, Itabira poderá contribuir para a construção de um novo modelo de mineração. “Itabira ajudou a escrever a história da mineração brasileira. Agora, queremos ajudar a escrever o próximo capítulo: uma mineração mais tecnológica, com mais valor agregado e capaz de gerar desenvolvimento para o Brasil e para os territórios mineradores”, afirmou.


