Na próxima segunda-feira, 2 de novembro, milhares de pessoas irão aos cemitérios para homenagear aqueles que partiram. É um dia de saudade, lembranças e reencontros silenciosos com a própria história. Mas, infelizmente, a visita a esses espaços nem sempre traz apenas a tristeza natural das memórias. Muitas vezes, ela se transforma em revolta diante do abandono, da depredação e da falta de respeito de alguns vivos.
Túmulos malcuidados, quebrados, sem identificação e até destruídos desrespeitam a memória dos mortos e ferem os sentimentos de familiares. Mais grave ainda são os furtos de vasos, placas, crucifixos e outros objetos que ornamentam as sepulturas. Não há justificativa para atitudes que acrescentam sofrimento a quem já convive com a ausência de alguém querido.
É preciso cobrar das administrações responsáveis pelos campos-santos medidas efetivas para coibir esses atos. Vigilância, câmeras de videomonitoramento, iluminação adequada e manutenção constante podem ajudar a preservar esses espaços e prevenir crimes.
Além disso, é preciso melhorar o acesso a túmulos, reconstruindo escadas, passagens e reorganizando o espaço. Isso, na verdade, tem que ser feito ao longo do ano, já que o cuidado com os cemitérios não deve se limitar ao período que antecede o Dia de Finados.
Neste dia 2 de novembro, que a homenagem aos que partiram também nos leve a refletir sobre nossos valores. Por trás de cada sepultura existe uma história, uma família e uma saudade que merecem consideração. Respeitar os mortos é preservar sua memória; respeitar os vivos é reconhecer a dor de quem ficou. O respeito não termina com a vida. E a educação de uma sociedade também se revela na maneira como ela trata aqueles que já partiram.



