Em menos de um mês, os eleitores de todo o país irão às urnas para escolher deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e presidente da República. É momento de escolher nomes e decidir quem terá condições de enfrentar os desafios que estarão diante do Brasil nos próximos quatro anos.
E eles não são poucos. O país terá de discutir seu papel diante da disputa internacional por terras raras e outros minerais estratégicos. Possuir essas riquezas não basta. Será necessário definir como explorá-las, agregar tecnologia e valor à produção e evitar que o Brasil permaneça apenas como fornecedor de matéria-prima.
Também estará no centro das decisões a relação com os Estados Unidos diante do chamado “tarifaço” sobre produtos brasileiros. Defender os interesses nacionais exigirá firmeza, mas também capacidade de diálogo e de negociação. Política externa não pode ser transformada em torcida organizada.
Nesse cenário para o futuro do país, o papel do Congresso será fundamental. Deputados federais e senadores terão de legislar, fiscalizar o governo e decidir sobre o orçamento. Deputados estaduais enfrentarão desafios próprios de seus estados, mas também precisarão compreender as transformações econômicas e sociais que atingem o país.
Sejam de esquerda, centro ou direita, os eleitos terão responsabilidades semelhantes diante da sociedade. O eleitor não deveria escolher apenas pelo discurso, pela polarização ou pela simpatia partidária. Deve observar propostas, trajetória, capacidade de diálogo e compromisso com o interesse público. Afinal, a vida de todos depende dessas decisões.
É preciso lembrar que a eleição não é só uma escolha política, mas também uma decisão sobre o futuro. Por isso, antes do voto, reflita sobre quem, de fato, está preparado para discutir os grandes problemas do Brasil e de Minas Gerais e, principalmente, apresentar as soluções para eles.


