O Republicanos de Minas Gerais divulgou nota nesta quarta-feira (29) em que esclarece os bastidores das tratativas envolvendo a possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais pela legenda. Segundo o texto, assinado pelo presidente estadual do partido, deputado Euclydes Pettersen, a sigla “sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade” de o senador disputar o cargo, mas o entusiasmo “não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual”, realizada em 25 de julho.

De acordo com a nota, o partido manteve “diálogo aberto” com Cleitinho ao longo de meses, “ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador”. O documento afirma ainda que decisões estratégicas foram adiadas “justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura”.

O Republicanos sustenta que “uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la” e que essa decisão, da parte do senador, “nunca aconteceu”. Para o partido, tal compromisso “jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo”.

Segundo a nota, a ausência de Cleitinho na Convenção Estadual, apesar de “justificativas pessoais” apresentadas pelo senador, “representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”. O texto afirma que, diante da falta de confirmação da candidatura, “partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral”.

O partido diz ainda ter “trabalhado duro para que essa candidatura pudesse acontecer” e que “o que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”.

Na nota, o Republicanos-MG afirma “respeitar a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo”, mas diz ter “o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira”. O documento conclui: “Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.” A nota foi assinada pelas Executivas Estadual e Nacional do Republicanos.