Poeira

Com o tempo seco, uma pergunta não quer calar: como estão os índices de poluição e a qualidade do ar em Monlevade? A Secretaria de Meio Ambiente bem que poderia divulgar esses dados, a partir das estações de monitoramento mantidas pela ArcelorMittal. Moradores do Santa Cruz e Pedreira, no entorno da Usina, fizeram reunião com a empresa na semana passada para tratar da poeira. Importante que a conversa gere resultados e melhorias.

Presidência

A sucessão da Mesa Diretora acontece só em janeiro, mas tem vereador que parece contar os dias no calendário. Marquinho Dornelas (Republicanos) já não esconde de ninguém que quer a cadeira de presidente. Faz articulações, reúne apoiadores, posa para fotos e já ensaia uma chapa completa. A novidade é a proposta de antecipar a eleição para outubro. A justificativa é garantir uma “transição tranquila”. Porém, tem gente chamando isso de pressa…

Sem correria

Enquanto alguns já vivem clima de campanha, o atual presidente, Fernando Linhares (Podemos), disse que mudar o Regimento apenas para antecipar a eleição seria fazer as coisas “a toque de caixa”, justamente uma prática que a Câmara costuma criticar, quando o governo quer aprovar projetos rapidamente. No fim das contas, a disputa começou antes mesmo da largada. E, pelo visto, o recesso parlamentar promete ser mais de articulação do que folga.

Xadrez

Marquinho Dornelas repete que sua candidatura à Presidência da Câmara não nasce para enfrentar o governo Laércio Ribeiro (PT). Até aí, tudo certo. O desenho da base, porém, desperta uma curiosidade. Chama a atenção que a seu lado estão Sidney Bernabé e Sinval Dias, ambos do PL e protagonistas das críticas mais duras ao Executivo. Se a conta fecha, só os jogadores desse xadrez sabem. A dúvida que fica é o governo embarca nessa composição ou vai assistir de camarote?

Novo Cemei

A líder do governo, Maria do Sagrado (PT), confirmou que a Prefeitura usará o prédio da rua Wilson de Souza, da Escola do Bairro Laranjeiras, para abrigar um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei). Se esse uso se concretizar, será ótimo, para minimizar demandas por vagas. Além disso, João Monlevade já sofreu demais com o fechamento da Escola Estadual Santana e o abandono de sua histórica edificação. Seria um absurdo ver mais um prédio público abandonado.