Um projeto que prevê a integração de câmeras de videomonitoramento, leitura automática de placas de veículos e compartilhamento de informações em tempo real entre municípios e forças de segurança poderá transformar o Médio Piracicaba em uma das regiões mais monitoradas do interior de Minas Gerais. A proposta busca criar um verdadeiro cinturão eletrônico de proteção, capaz de dificultar a ação de criminosos e fortalecer a prevenção e o combate à criminalidade em toda a região.
A iniciativa prevê a conexão dos sistemas de videomonitoramento já existentes e a ampliação da tecnologia nos municípios participantes. Com isso, tanto veículos suspeitos quanto pessoas poderão ser identificados e acompanhados em diferentes cidades, permitindo respostas mais rápidas da polícia. O objetivo é dificultar fugas ou deslocamentos utilizados por organizações criminosas.
A construção dessa estratégia regional foi debatida na quarta-feira (3), durante reunião promovida pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), entre representantes da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), gestores municipais e integrantes de órgãos de segurança pública.
O principal objetivo é criar uma barreira tecnológica nas principais vias de acesso ao Médio Piracicaba. O sistema será operado com apoio da Polícia Militar e utilizará câmeras inteligentes capazes de realizar a leitura automática de placas, cruzar informações e emitir alertas sobre veículos com registros de irregularidades ou envolvidos em ocorrências policiais.
Durante o encontro, João Monlevade foi apontada como referência regional no uso da tecnologia aplicada à segurança pública. Atualmente, o município conta com centenas de câmeras instaladas em pontos estratégicos e registra cerca de 52 mil capturas de imagens por mês. O sistema já auxilia não apenas as forças de segurança, mas também órgãos de fiscalização e atendimento a emergências.
A proposta também atende a uma preocupação crescente das forças policiais em relação ao roubo de cargas e à atuação de quadrilhas especializadas que utilizam as rodovias da região para deslocamento. Com o monitoramento integrado, será possível ampliar a capacidade de rastreamento de veículos e fortalecer a produção de inteligência policial.
Para o presidente da Amepi, o prefeito de Rio Piracicaba, Augusto Henrique (Cidadania), a integração regional é o caminho para fortalecer a segurança e garantir mais tranquilidade à população. “A segurança não respeita limites territoriais. Por isso, precisamos trabalhar de forma integrada, compartilhando tecnologia, informações e inteligência. Quando os municípios se unem, toda a região ganha”, afirma.
A expectativa é que a união de tecnologia, inteligência e cooperação institucional transforme o Médio Piracicaba em uma região mais segura, reduzindo vulnerabilidades e criando uma blindagem capaz de proteger moradores, empresas e visitantes.

