Desde 1984
Remisson Aniceto
05 de Março de 2021
Volta às aulas nas escolas brasileiras: Que Deus e a Ciência nos protejam

Desde o mês passado, os educadores das escolas públicas e particulares brasileiras estão, aos poucos, sendo convocados para retornar às salas de aula, mesmo com a morosidade na aplicação das vacinas e com o número de mortes pela Covid-19 subindo para quase duas mil por dia. 

E com um inimigo oculto e covarde, à espreita, esperando para atacar os professores, alunos, pais e todos os que precisam sair às ruas. Não bastasse este traiçoeiro e fatal inimigo, há outro, ou melhor, outros, igualmente ou até mais covardes, vírus que andam e que falam, que fazem questão de se mostrar e arrebanhar outros vírus para nos atacar.

A situação se agrava com o aumento a cada dia dos casos de mortes no Brasil pela Covid-19. Nesse 2 de março, foram 1726 mortos, e o país contabilizou 10.647.845 casos e 257.562 óbitos desde o início da pandemia. E a maioria dos casos de mortes é provocada por um vírus tipicamente humano, um assassino frio e calculista para o qual ainda não há vacina: o DESCASO.

Eu, depois de ficar em confinamento durante um ano, fora do ambiente de trabalho, só viajei uma vez, por extrema necessidade e muito rapidamente durante este período. Fui à minha cidade natal, Nova Era (MG), para rever a minha mãe idosa e necessitando de cuidados permanentes, porque eu precisava também resolver assuntos familiares urgentes e que não poderiam mais ser adiados.

Fiquei uma semana em Minas e retornei a São Paulo, retomando agora neste comecinho de março as minhas atividades na escola com todo cuidado, seguindo todos os protocolos. Veremos como tudo se encaminha a partir desta nova fase.  

Apesar de toda esta grave situação pela qual o mundo inteira passa, não podemos nos abater, não podemos nos entregar, não podemos desistir de lutar para proteger a nossa família, os nossos amigos e vizinhos, proteger todas as pessoas, sejam ou não nossas conhecidas, e proteger a nós mesmos. Usar máscaras, manter a distância recomendada pelas autoridades de saúde, usar o gel e lavar bem as mãos com água e sabão, são de vital importância para minimizar as possibilidades do contágio. 

TODOS POR TODOS, sem restrições, sem qualquer forma de intolerância ou de exclusão.

Com cuidado, com respeito e conhecimento, com solidariedade, com amor e com fé, sigamos preservando a vida, a dos outros e a nossa. E que Deus e a ciência nos protejam.


(*) Remisson Aniceto é escritor novaerense e assistente de administração no Colégio Franciscano Stella Maris, em São Paulo (SP)