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Editorial
05 de Março de 2021
Restrição

Cidades da região devem adotar medidas mais duras para o enfrentamento do coronavírus e tentar frear o avanço das contaminações que ultrapassam 20 mil casos e quase 300 óbitos no Médio Piracicaba. Prefeitos e secretários de Saúde se reúnem hoje (5) na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracaciaba (Amepi) para definir ações mais restritivas para a população. 

Se aprovadas, a partir da próxima semana, as 17 cidades poderão ter que conviver com toque de recolher noturno, restrição de atividades, fiscalização e proibição de aglomerações, obrigatoriedade do uso de máscaras, entre outras ações. A preocupação é o aumento da ocupação de UTIs, em cidades pólos, como Itabira e João Monlevade, a fim de evitar um colapso. É hora de todos se conscientizarem. As medidas para isso todos já sabem de cor, mas parecem longe de aplica-las.

Monlevade lidera o ranking de vidas perdidas para a Covid. Desde o início da pandemia, foram 90 mortes confirmadas e uma ainda sob investigação. A situação é grave, tanto que 2021 registrou 27 mortes em janeiro e 21 em fevereiro. Especialistas afirmam que, por trás delas, está o relaxamento individual das medidas de precaução durante Natal, Ano-Novo e, mais recentemente, Carnaval.

No Brasil, a União, Estados e municípios falharam no combate à doença e tentam remediar os estragos provocados pela ausência de ações comprometidas para evitar o aumento da disseminação do vírus. Entre essas, faltam testes, rastreamento de casos, fiscalização, rigor nas medidas de higienização e, por último, vacinação em larga escala, que segue a passos lentos. 

A vacinação de pessoas com idades acima de 85 anos já começou, a maioria dos profissionais de saúde já recebeu as doses e idosos acima de 90 anos também já foram imunizados. O desejo é que a imunidade coletiva chegue a todos o quanto antes.