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Coxia
05 de Março de 2021
Coxia 2623

Repasses

Segundo a Prefeitura, em 2020, o Governo Federal repassou R$12.832.978,27 ao município para despesas com a Covid-19. Dessa quantia, cerca de R$6 milhões foram destinados ao Hospital Margarida e o restante foi utilizado pelo município para aquisição de equipamentos para o Hospital de Campanha (que não chegou a ser usado) e materiais como máscaras de proteção, luvas, álcool em gel, testes e outros utensílios. Os vereadores de João Monlevade poderiam fiscalizar como esses recursos foram usados. Será que a cidade, de fato, consumiu quase R$13 milhões para enfrentar a Covid? 

Em caixa

Apesar da pandemia pela Covid-19, o município fechou o ano com um saldo de R$20,5 milhões. Muito se deve à suspensão do transporte escolar, que gerou economia de R$700 mil por mês, que é o custo do Projeto Vamos à Escola, já que os alunos estão em casa. 

Filas

A fila de veículos para a vacinação de idosos em esquema drive-thru, na Secretaria de Saúde, no Belmonte, foi grande na manhã de ontem (4). Leitor criticou a demora, que chegou a 3h de espera com o pai idoso dentro do carro. A Prefeitura divulgou outros locais para a vacinação, a fim de acelerar o procedimento. 

Vacinas

Enfim, mais doses de vacina chegaram à Secretaria de Saúde e idosos com idades entre 85 e 89 anos começaram a ser imunizados. Não só Monlevade, mas o estado e o país seguem a vacinação a passos lentos. Segundo especialistas, o Brasil tem capacidade para vacinar até 3 milhões de pessoas por dia, mas tem conseguido apenas 200 mil diariamente. É preciso melhorar e muito o ritmo de vacinação.

Compra

O líder do Governo na Câmara, Belmar Diniz (PT), afirmou que o prefeito Laércio Ribeiro (PT) já manifestou interesse em aderir ao consórcio de municípios para a aquisição de vacinas contra a Covid-19. A iniciativa foi lançada na última segunda-feira (1), pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP). O termo de adesão ao consórcio por parte dos municípios deve ser assinado até hoje (5). A proposta é que as Prefeituras possam adquirir as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, não seja capaz de suprir toda a demanda. Tomara que seja possível imunizar a todos o quanto antes.

Restrição

Ao que tudo indica, prefeitos da região devem apertar o cerco contra o coronaívus e tomam a decisão em reunião marcada para hoje (5), na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi). A ideia é reduzir a ocupação em leitos de enfermaria e CTI de cidades referências, como João Monlevade e Itabira. Os dois municípios são os que mais recebem pacientes de cidades vizinhas e temem o colapso do sistema, com a falta de vagas nas casas de saúde. É hora da união de todos.

Na Câmara

A ex-secretária de Saúde e atual vereadora Andrea Peixoto (PTB) é a que tem postura mais lúcida em relação à cobrança por mais vacinação. Além disso, ela conhece bem o assunto e tem capacidade de apontar os defeitos, erros e possíveis falhas do governo na área. Ela já disse que quer mais clareza sobre a vacinação e defende comissão especial, para acompanhar a utilização das verbas municipais destinadas ao enfrentamento da pandemia. Ela informou que já entrou em contato com autoridades políticas, bem como com a Secretaria de Estado de Saúde, para que a população de João Monlevade seja atendida em sua totalidade. Tem muito trabalho a mostrar. 

Volta com tudo

O Conselho Municipal de Saúde de João Monlevade será reestruturado e terá de volta membros que foram destituídos do cargo em 2018 e que criticavam, e muito, a gestão da saúde da cidade. E quem volta como presidente? A combativa Jalva Ribeiro, uma das que mais apontava falhas na Saúde. Além disso, o novo conselho promete. E já chega fazendo barulho com denúncias a serem apresentadas ao Ministério Público.

Fiscalização

O vereador Tonhão usou a tribuna da Câmara e denunciou que a empresa Ti.Mob, responsável pelo Estacionamento Rotativo, não está repassando corretamente os recursos para a Prefeitura. É grave a denúncia e ele, como parlamentar, deve fiscalizar e, se constatadas irregularidades, acionar os órgãos competentes, como o Ministério Público.