Desde 1984
Coxia
20 de Novembro de 2020
Coxia 2609

Andrea da Saúde


Andrea da Saúde assume uma cadeira na Câmara após o pedido de impugnação de sua candidatura ter sido rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O julgamento inicial terminou em empate (um contra e um a favor) enquanto um terceiro juiz pediu vistas. Após a vitória nas urnas no dia 15, o julgamento foi realizado na última quarta-feira (18). Em sessão nesta semana, Andrea também venceu no TRE. 

Será?


Será que se a ex-secretária de Saúde tivesse perdido as eleições, ela teria a impugnação confirmada pelo Tribunal? Única mulher a chegar ao Legislativo, Andrea terá a missão de ser oposição ao próximo prefeito, já que dos eleitos ela é mais próxima do ex-prefeito Carlos Moreira e do seu grupo.

Sorriso


Chama atenção no julgamento de Andrea que o juiz que pediu vistas do caso, sorri após o voto do presidente da sessão que livrou Andrea da impugnação. O vídeo da audiência está circulando em diversos grupos e é, no mínimo estranha, essa situação. Afinal, a deusa da Justiça tem uma venda nos olhos contra a parcialidade. 

Derrota


A amarga derrota de Simone nas urnas, mesmo com 300 cargos comissionados, pressão, uso da máquina pública, uso de poder econômico, dezenas de candidatos a vereador é a derrota de um sistema. Ela perdeu em todas as sessões eleitorais, inclusive. O grupo Moreira/Torres sai enfraquecido diante do desejo do povo pela mudança. Vão ter que se reinventar.

Perderam


Além da derrota em Monlevade, o grupo comandado por Mauri Torres perde sua força ainda em Itabira e em São Gonçalo do Rio Abaixo, as três cidades eixos da região, com mais receita e posição estratégica. E perderam nas três cidades com máquina administrativa nas mãos e com a ajuda de grupos econômicos. O povo se cansou da velha política.

Vencedores


Em Monlevade venceu Laércio (PT), em São Gonçalo, venceu Nozinho (PDT) e em Itabira, venceu Marco Antônio Lage (PSB). Os dois primeiros já foram prefeitos das cidades e são opositores do grupo de Torres. O terceiro vem da iniciativa privada e com discurso de renovação. Venceram e venceram muito bem, deixando os candidatos de Mauri bem atrás. O povo não é bobo. 

Nozinho 


Nozinho venceu em São Gonçalo com uma das maiores diferenças para a segunda colocada: 70% dos votos. É muito voto e uma vitória acachapante. O resultado das urnas confirmou o resultado de pesquisa feita no município na semana da eleição e que o grupo da candidata derrotada tentou impedir a sua divulgação na justiça. O recado veio das urnas. 

Distante


O prefeito Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT), de São Gonçalo do Rio Abaixo, não colocou a cara na campanha eleitoral da sucessora de seu grupo, Luciana Bicalho. O distanciamento estratégico era para descolar a imagem da candidata como substituta de Antônio. Chama a atenção é que todas as pesquisas apontam boa aprovação do prefeito, que é uma das maiores da região.

Fora


Sinval e Guilherme Nasser, dois vereadores de peso, ficaram fora da nova Câmara. O primeiro deixa o cargo após 24 anos e o segundo, após 12. A derrota dos dois surpreendeu, já que são muito conhecidos na cidade e têm papel de destaque no Legislativo. O povo decidiu que eles ficassem de fora. 

Sinval


Defensor de Carlos Moreira e Mauri Torres, Sinval Dias passou duas décadas na Câmara protegendo com discursos inflamados e polêmicos, seu grupo político. Ele deu livro na cara de Belmar, apelou com repórter, batia boca com divergentes do plenário, tudo em nome da defesa cega de seus aliados. 

Nasser


Já Nasser, sempre foi da base aliada do grupo dos Moreira Torres e, quando descolou deles, foi derrotado. Não que ele não tenha feito um bom trabalho. Longe disso. Mas perdeu espaço junto da máquina administrativa, perdeu cargos de sua indicação e foi minado pelo governo Simone. No entanto, foi o vereador que mais levantou denúncias contra a administração e mostrou abusos. Política não é uma ciência exata...