Desde 1984
Delci Couto
03 de Abril de 2020
Movido por ideias I – Visão Macro

Fascinam-me ideias criativas, mentes iluminadas... São as ideias, o pensamento, que movem o mundo! Uma pequena parte da humanidade é remunerada para pensar e a outra maior parte, para executar! O mundo vive em períodos cíclicos e estamos em fase de transição... Mudar... É a palavra de ordem!

No retiro espiritual da forçada reflexão, prisioneiro de ideias efervescentes e em ebulição ou, até mesmo, por falta delas...Momento apropriado para uma “parada” para pensar... Para curtir e vivenciar o ócio... O ócio criativo! 

Neste cativeiro cenário da necessária prisão domiciliar, livre de tornozeleira, saltitam-me refletidas posições e teses acerca da carcomida estrutura administrativa do “obeso” estado brasileiro em todas as esferas! E, na esteira da proximidade das eleições municipais, espero que esta brisa reformista seja incorporada ao cardápio de uma nova Monlevade e de um novo Brasil para todos os brasileiros!

É possível, podemos e devemos fazer algo para reduzir as gigantescas diferenças remuneratórias entre a classe política e as demais classes trabalhadoras. Afinal, somos um só Brasil e somos nós cidadãos, com os impostos subtraídos de nossas remunerações e com os impostos acrescidos ao custo dos itens básicos ou não que consumimos, que pagamos a eles essas polpudas remunerações, sempre recheadas de penduricalhos! Mudar é preciso e a nossa poderosa arma é o voto livre e consciente! Nem que seja no silêncio de um diálogo mudo entre você, a urna e a sua consciência...

Seria de bom alvitre que a política fosse encarada, não como uma atividade profissional, mas como uma função privilegiada, altruísta e quase vocacional. Uma “liderança” nata como a de Moisés que liderou a difícil caminhada pelo deserto para levar o seu povo à “terra prometida”.

E no diapasão de deixar o pensamento voar, livre de amarras, busco guarida e apoio no espírito altruísta do nosso Governador Zema ao encarar a sua missão de “governar” como um ato de “voluntariado” para “servir” ao povo e não com o vil instrumento da busca de “facilidades” para ganhar dinheiro e ficar rico. Aliás, rico ele já é e fez fortuna como empreendedor, com a força de seu trabalho na iniciativa privada.

Com este espírito de um sonho possível, seria salutar ver a nossa Monlevade mudando o seu hábito de gestão, já a partir do ano de 2021. A decisão, livre e independente, depende da ação de cada um de nós, unidos num mesmo foco! Não basta apenas o espírito de “voluntariado”. Torna-se mister agregarem a ele outros fatores imprescindíveis: conhecimento técnico, experiência na eficiência de gestão e que ainda esteja munido da disposição, capacidade, habilidade e independência política para promover as “mudanças” necessárias clamadas pela coletividade. 

A urgente realização de uma “operação bariátrica” na máquina pública, aqui representada em três pontos relevantes: redução da própria remuneração, como instrumento da eficaz simbologia de “ensinar” com o próprio exemplo; redução do número das atuais 18 Assessorias, Secretarias, para apenas nove, inclusas aqui as fundações e autarquias; e redução drástica dos cerca de 150 atuais cargos de comissionados, de livre nomeação política, para apenas 50 cargos. Pasmem senhores, “na ponta do lápis,”que será demonstrado no próximo capítulo, a economia gerada com esta ação coordenada, em dados conservadores, conforme planilha em meu poder, em números arredondados ultrapassará a vultosa cifra de R$26 milhões (vinte e seis milhões de reais) nos quatro anos de gestão. E, com este recurso, benefícios adicionais seriam implementados na coletividade, tais como: a ampliação dos leitos de UTI’s do Hospital Margarida, geração de empregos e rendas com a estruturação do abandonado Distrito Industrial, investimentos em tecnologia da informação, denominada de “inteligência artificial”, dentre outros!

Somos todos movidos por ideias! A mudança está nas mãos de cada um de nós... Ninguém quer perder posições e privilégios! Adotem esta ideia, entrem na luta, protejam os seus ouvidos e não se perturbem com os efeitos dos estampidos dos gritos das hienas famintas que certamente virão! Aliás, as hienas já estão gritando... Silenciosamente! Aguardem os capítulos seguintes!


(*) Delci Couto um livre pensador – Contador, Perito, Auditor e Consultor Empresarial