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Editorial
14 de Fevereiro de 2020
Obras para as chuvas
O volume de chuvas recorde em João Monlevade e região e que trouxe prejuízos para as cidades, alerta para duas questões: uma é a prevenção. Ontem (13), o bairro Santa Cruz voltou a ficar alagado. Vinte dias se passaram desde as últimas chuvas e nada foi feito para prevenir o alagamento. Faltam ali, obras e ações preventivas, como desassoreamento do leito do rio Piracicaba e limpeza dos canais, apenas para citar algumas.

A segunda questão é melhorar o sistema de drenagem do município. Com tantas obras de asfaltamento, o solo impermeabilizado não absorve parte das enxurradas e, com o terreno montanhoso da cidade, toda a água escoa dos bairros altos para a região mais baixa da cidade. Por isso, é importante investir num sistema de drenagem eficiente. A questão é que os políticos não investem em obras que ficam embaixo da terra, alegando que isso não dá voto. Ideia equivocada e ultrapassada.

O exemplo de São Gonçalo do Rio Abaixo prova que não e deveria ser seguido por demais municípios. A Prefeitura da cidade vizinha está investindo R$2,5 milhões numa obra para construir um canal subterrâneo, evitando alagamentos no futuro. A lição foi aprendida com as últimas chuvas do mês de janeiro, quando a região central ficou inundada. A Prefeitura ainda indenizou as vítimas das chuvas com R$8 mil e vai fazer carnaval. Sem apontar dedos, apenas comparando as decisões tomadas, em João Monlevade, a Prefeitura vai investir milhões em asfaltamento de ruas, com dinheiro emprestado junto ao BDMG, vai isentar o IPTU dos atingidos e liberar recursos para compra de material de construção.

É preciso repensar práticas, olhar com outros olhos a administração pública e buscar sempre a melhoria dos cidadãos, em busca de soluções inteligentes para a cidade se tornar aquela que a população merece de fato.