Editorial
25 de maio de 2018

Por um fio

Nesta semana, o vereador Geraldo Tonhão (PPS) sugeriu a cassação da prefeita Simone Carvalho (PSDB) através de um requerimento, caso ela não atenda às respostas às suas demandas. Essa é a primeira vez que um vereador, neste mandato, se manifesta favorável à saída da chefe do Executivo. Sinal de que o clima entre a prefeita e a Câmara, definitivamente, não vai bem.
A prefeita não vai ao Legislativo e recebe poucos parlamentares. O diálogo e a articulação entre o governo e a Câmara vai de mal a pior. O marido de Simone, o ex-prefeito Carlos Moreira, é quem cuida disso, ao conversar com vereadores do seu grupo base. No entanto, informações de bastidores dão conta de que a Câmara não é importante para o casal Moreira neste ano. E isso pode custar muito caro. Ali, nove vereadores apoiaram Simone nas eleições. Porém, hoje, esse número foi reduzido. E, se continuarem sendo preteridos, a tendência é aumentar o número de oposicionistas. Vereadores como Revetrie Teixeira (MDB) e Guilherme Nasser (PSDB), tido como “crias” do grupo político governista, já demonstram insatisfação. Recentemente, Pastor Carlinhos (MDB), outro que em tese seria da base governista, falou em CPI na administração, por supostas irregularidades no setor jurídico da prefeitura. Nesta semana, o pedido de Tonhão abre precedentes para outros vereadores pressionarem o governo, já que muitos reclamam que não são atendidos. Se Simone e Carlos Moreira não se atinarem, vão perder a influência no Legislativo também. Porque em grande parte da opinião pública, já perderam há muito tempo.