Editorial
18 de maio de 2018

Um novo centro para Monlevade

João Monlevade, hoje, tem mais de 40 mil veículos segundo o Detran. A informação não é nova, mas chama a uma reflexão: Não passa da hora da cidade valorizar mais os seus pedestres? Basta uma volta na avenida Getúlio Vargas, num sábado de manhã, para perceber a gritante diferença entre veículos e pessoas. Até um olhar desatento constata que há mais carro do que gente circulando na área central.
Passou da hora da cidade rever a sua mobilidade e passar por uma transformação. O município ganharia muito com um novo centro, um novo trânsito e com mais mobilidade. É preciso rever o Estacionamento Rotativo. Afinal, ele funciona? Está na hora de avaliar a real necessidade de todos os ônibus pararem em todos os pontos. Está na hora de estudar alternativas para o transporte das pessoas. É preciso regulamentar os mototaxistas que, a cada dia, parecem multiplicar-se no trânsito nosso de cada dia. O centro comercial não pode ser um grande estacionamento. Até por que, carro não compra em loja.
É preciso incentivar as pessoas a caminharem mais pela região comercial no centro. Até para que elas sejam atraídas pelo ótimo comércio da cidade, um dos mais ativos da região. João Monlevade tem forte vocação comercial e que atende a moradores de diversas cidades vizinhas. A CDL defende o conceito de “cidade shopping”, que para ser melhor empregado, precisa contar com uma mudança de comportamento no uso de carros, motos e caminhões, sobretudo, na área central.
Para atrair mais pedestres e, consequentemente mais consumidores, está na hora de rebaixar os passeios e melhorar a locomoção e acessibilidade das pessoas, diminuir o fluxo de veículos e incentivar outros meios de transporte. A cidade precisa se transformar, com ações arrojadas, fruto de estudos de especialistas. Sem achismos ou interesses políticos, vale muito pensar a respeito. Falando nisso, a Prefeitura e o Settran precisam resolver a questão do ponto de ônibus da Praça Domingos Silvério, garantindo mais conforto a quem espera pelo transporte coletivo. A administração só tem perdido pontos com isso.