Ponto e Vírgula
11 de maio de 2018

Monlevade e suas grandezas

João Monlevade é uma cidade grande. Esse deveria ser o mantra repetido diversas vezes por todos. Deveria estar escrito em repartições públicas. Deveria ser ensinado em escolas municipais para todos os estudantes. Repitamos: João Monlevade é uma cidade grande. Fundado por Jean Monlevade, francês visionário e último desbravador europeu no século XIX no Brasil, o pequeno vilarejo em poucos anos tornou-se referência na produção do ferro. Estas terras receberam as primeiras máquinas a vapor do estado. Em expedição tão grandiosa quanto histórica, a pesada carga veio em canoas, numa viagem que envolveu índios e outros europeus, para edificar a fábrica do Sr. Monlevade. A cidade nasceu grande, por isso e por tudo o que veio depois.
Em pleno século XXI, duzentos anos depois que tudo começou, a cidade não pode se apequenar. Não pode perder o brio, perder a sua luz que lhe é tão cara, sobretudo, pela política pequena e rasteira. Precisamos, mais do que nunca, elevar o patamar desta cidade ao nível que ela merece.
Uma cidade polo regional, com universidades públicas e destaque na geração de empregos, com um comércio forte e desenvolvido, com a produção do melhor fio máquina do mundo, devia se orgulhar mais. Precisa levantar a cabeça e olhar de forma altiva para o horizonte. Nunca os interesses mesquinhos, os jogos políticos de apadrinhamento e a sórdida política de grupos que só pensam em si, deveriam ter a força.
O monlevadense sabe a força que tem. Mas parece ter se esquecido disso. Os ingleses se recuperaram altivos de duas guerras. Os alemães também. Os franceses venceram a fome e prosperaram. Por que não podemos recuperar essa cidade que é nossa? Uma cidade forte, que até há poucas décadas, era referência em educação, esporte, cultura, arquitetura, comércio, entre outras áreas, precisa recuperar o que está consagrado em seu DNA. Não é saudosismo barato. É a necessidade de olhar para o passado para vislumbrar um novo futuro.
Pensemos: Qual projeto visionário temos em andamento hoje? Que cidade teremos daqui a alguns anos? Que propostas efetivas temos para as nossas crianças, jovens e até para os idosos eu tanto contribuíram para a edificação da cidade? Não está na hora de ações efetivas para escrevermos um futuro mais pleno? Não é só do poder público que estamos falando. Mas de cada um de nós. Que Monlevade queremos para o amanhã?
Comentário típico de festas, encontros de família e amigos, além de palestras motivacionais, a frase: “Você sabia que Roberto Marinho começou a Rede Globo aos 60 anos?”, soa muito bem quando pensamos que nunca é tarde para inventar o amanhã. Aliás, falando na obra colossal do pai da Globo, “o futuro já começou” e Monlevade não pode ficar de fora dele. Vamos fazer uma cidade melhor

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação