Editorial
11 de maio de 2018

Guerra na saúde

O setor de saúde em João Monlevade deveria viver mais em paz. Está claro que há uma batalha de interesses entre os representantes da política local. De um lado, o provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, funcionários da casa e representantes do governo municipal e da prefeita Simone Carvalho (PSDB), funcionários do setor de Obras, Trânsito e seis secretários municipais deixam seu ofício para prestigiar as reuniões do Conselho de Saúde. A participação deles é sempre bem-vinda, porque os encontros são públicos. Mas não é todo dia assim... De outro, integrantes do Conselho Municipal de Saúde com ligações político partidárias com a oposição ao governo atual, candidatos a vereador da oposição, ex-funcionários do hospital que são críticos da atual gestão, além de descontentes com a atual administração.
Entre denúncias, acusações e troca de farpas, a mais ferida acaba sendo a saúde do cidadão. Afinal, por que não unir forças para resolver demandas antigas do hospital, dos postos de saúde e do atendimento à população? Por que não unir esforços para uma fiscalização mais rígida sobre o que se passa nos bastidores da saúde? Por exemplo, do aparelhamento político do setor de saúde municipal com a participação de vários políticos derrotados nas urnas? Será que estão ali para o bem da população ou para fazer campanha política?
Não está na hora do Conselho Municipal de Saúde e o provedor do Hospital abaixarem as armas e se unirem sem pré-conceito de um para com o outro? Não está na hora do Margarida voltar a ser a referência que todos nós esperamos? A política do mal precisa ser deixada de lado. Principalmente, quando se trata de questões de saúde pública. João Monlevade tem muito mais a ganhar com a convergência de ideias voltadas para o bem estar de todos. Ainda mais, em se tratando de saúde.