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Espaço Livre
6 de abril de 2018
Olhares - Força de um símbolo
Algumas vezes, deixamos de falar de um assunto por esse já ter acontecido há um tempo, mas existem temas que precisam ser discutidos, mesmo depois do ocorrido. A representatividade é algo ainda em falta em nossa sociedade nos dias atuais. É possível enxergar isso num restaurante universitário, numa bancada política ou, até mesmo, nos programas televisivos, sendo que a “simbologia”, tem como importância a conscientização da população acerca do que acontece ao nosso redor e isso acaba criando laços com figuras públicas, pois sentimos que essa nos representa de alguma forma.
Quando um símbolo de justiça morre é ruim. A sensação de desamparo é grande. É o caso da vereadora Marielle Franco, morta no Rio de Janeiro. Ela era mais que uma funcionária pública, era um símbolo da luta negra, da feminina, da lésbica, da população injustiçada, dos direitos humanos. Sua força ia até para a luta da polícia, seu trabalho sempre consistiu em ajudar a todos da melhor e mais abrangente forma possível , independentemente de quem fosse. Na Câmara Municipal, após eleita vereadora, ela presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e era a escolhida, junto de mais 4 pessoas, para monitorar a intervenção federal no Rio. Em pouco mais de um ano, aprovou dezesseis projetos de lei que ajudavam a sociedade.
Mas toda grande simbologia chama a atenção, seja ela boa ou ruim. Um exemplo disso é a história da Aracne, que era uma tecelã tão boa que causou inveja na deusa grega Atena que, após perceber que todos amavam mais a jovem que ela, a matou. Mas o que a mitologia tem a ver com o caso da vereadora? O ódio que sua luta e batalha causaram fez com que tentassem calá-la, tentaram diminuir a luta, mas esqueceram que toda grande simbologia não fica em uma pessoa só. Suas atitudes e seus trabalhos possuíam e possuem um significado brasileiro e mundial.
Marielle foi assassinada, mas sua vida e morte ficaram marcadas no coração de quem a conhecia e também de quem não. Desse modo, o mundo inteiro ainda assiste com ansiedade e nervosismo o inquérito sobre o assassinato de Marielle Franco e o do seu motorista, Anderson Gomes. Todos estão ansiosos para que se faça justiça sobre o que aconteceu. Mas também prontos, para continuar levando ao mundo, o que ela levava.

() EDUARDA LUIZA é monlevadense, tem 18 anos e estuda artes e design na UFJF
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