Você está em Opinião / EDITORIAL /
Editorial
6 de abril de 2018
Saúde fora dos trilhos
Apesar de ser o carro chefe do governo Simone, o setor de saúde de João Monlevade não consegue melhorar e segue fora dos trilhos. Se por um lado a Prefeitura garante que investe muito mais do que a Lei exige e que o setor é referência e muito melhor do que em outras cidades da região, as críticas não param.
Na semana passada, o governo Simone trocou o secretário adjunto de saúde e ainda não anunciou o seu substituto. A expectativa é de que seja colocado alguém capaz de melhorar a gestão da pasta e com habilidade para resolver tantas demandas. A Assessoria de Comunicação diz que vai fazê-lo em breve. Nos bastidores, a informação é a de que o marido da prefeita, Carlos Moreira, estava insatisfeito com o desempenho do genro, Douglas Linhares, que ocupou a secretaria adjunta desde o início do governo. O governo nega. Também, nos bastidores, há a informação de que a secretária de saúde, Andrea Peixoto, sempre é muito cobrada e tem a atenção chamada em público durante reuniões de secretários pelo marido da prefeita, que também não perde a oportunidade de cobrar melhorias no setor, através de inúmeras ligações telefônicas.
Nesta semana, o vereador Revetrie Teixeira (MDB), disse que a secretária de saúde é uma mera auxiliar administrativa, insinuando que Andrea Peixoto não tem pulso e não consegue resolver as demandas do setor. Ainda segundo o parlamentar, a Prefeitura, sobretudo a área de saúde, está repleta de amigos da prefeita e do marido dela, que não têm capacidade de fazer o que precisa ser feito para melhorar a área. Segundo ele, há problemas que antes não eram vistos e a culpa, para ele, é da não valorização de servidores concursados ou da contratação de quem realmente entende da área.
Engrossando as críticas, o vereador Belmar Diniz (PT), quase que semanalmente, aponta erros e falhas no setor. Entre essas, ele afirma que a Agenda Aberta para a marcação de consultas é uma ilusão e vem se tornando transtorno para os cidadãos. Segundo o parlamentar, uma simples consulta com um médico clínico nos postos de João Monlevade demora de 3 a 4 meses. Com um especialista, no mínimo 6 meses. Isso, sem falar na falta de estrutura de postos, até de materiais básicos, como autoclaves (aparelho que esteriliza instrumentos), luvas, cadeiras de dentistas, entre outros.
O poder executivo precisa tomar uma atitude urgente. Afinal, saúde é coisa séria e com ela não se brinca. Ainda mais a prefeita Simone tendo prometido governar para os mais pobres. São justamente eles que mais sofrem com a demora na marcação de consultas. A saúde deve ser tratada como prioridade e a secretaria precisa ser colocada nos trilhos.
LEIA TAMBÉM
 
Publicidade
Publicidade
31 3851-1791
Av. Rodrigues Alves, nº 78, República
João Monlevade/MG
NOTÍCIAS
OPINIÃO
OPINIÃO
SOCIAIS