Ponto e Vírgula
23 de março de 2018

Um amor chamado Clube Atlético Mineiro () Carlos Augusto Vieira Rocha (Interino)

Ser atleticano vai além do futebol. Muito mais que torcer. É amor incondicional, enfrentando desafios, superando obstáculos e jamais deixando de acreditar, mesmo que tudo conspire contra. O impossível não existe no Mundo Preto e Branco.
Quando o mais querido de Minas foi fundado, em 1908, o grupo de estudantes responsável por essa maravilha não imaginou estar criando uma das maiores potências esportivas do mundo, capaz de unir todo tipo de adversidade. Algo do coração, exclusivamente do coração.
Sofrimento e adrenalina sempre fizeram e farão parte do dia-a-dia alvinegro. Nada foi e nem será fácil para o mais querido de Minas, acostumado a viradas históricas e momentos marcantes, acompanhados de uma boa dose de sofrimento.
O plantel nem sempre corresponde ao que foi investido. Muitos passaram pelo Alvinegro, mas nem todos se eternizaram. De Kafunga a Vítor, ou de Mário de Castro a Reinaldo, ou a era Ronaldinho, a camisa preta e branca foi honrada em sua maioria. Histórias que jamais sairão do coração.
Hoje, a certeza é de que o Atlético é referência em todo o planeta, respeitado até pelos adversários. E, mesmo em meio às dificuldades financeiras, seus dirigentes se empenham na manutenção dessa trajetória gloriosa, oferecendo ao elenco, a melhor estrutura do país.
Se as conquistas não vêm como são esperadas, o Maior de Minas cresce a todo instante, com sua marca respeitada, honrando o Brasil no cenário esportivo mundial. Triste seria se a “Massa" dependesse de títulos para amar o Galo. O ser atleticano já satisfaz a Massa, chata muitas vezes, mas que ultrapassa todos os limites para apoiar os que estão em campo.
Torcer para o Galo é um sentimento incondicional. Acompanhei dezenas de jogos no Mineirão. Sofri? Sim. Mas sorri muito, comemorei, me emocionei e já fui às lágrimas várias vezes... Não há palavras para descrever as emoções que o Galo proporciona. Como falar da defesa histórica do goleiro Vítor, com o pé esquerdo nas quartas de final da Libertadores de 2013? Como descrever a despedida do craque Marques, com título de Campeão Mineiro em 2010, com direito a uma bandeira improvisada com a camisa dependurada na bandeirinha de escanteio?
Inexplicável a emoção de ver um ídolo do futebol mundial vestir a camisa do Galo, como Ronaldinho Gaúcho. O que falar do delicioso título inédito da Copa do Brasil em 2014 em cima do eterno freguês? E o que dizer da arquibancada tremendo com 80, 100 mil cantando a uma só voz? E na história nem tudo são flores... Como não se indignar com o maior roubo da história do futebol, na Libertadores de 1981? Essas são coisas que só o atleticano sabe o que são. Como sempre digo: é amor, não é simpatia O sentimento de pertencer à instituição alvinegra é para sempre. Conforme o nosso hino, uma vez até morrer
Parabéns, Clube Atlético Mineiro, pelos 110 anos. Somos orgulhosos em fazer parte dessa imensa nação. Na alegria ou na tristeza ou em qualquer circunstância, tenha sempre o nosso amor. Que as bênçãos divinas nos conduzam sempre
() Carlos Augusto Vieira Rocha, o Gugu, é servidor público e atleticano juramentado