Papo Aberto
23 de março de 2018

Volta, coleta

Depois de várias tentativas sem sucesso ao longo de anos, das quais algumas acompanhei de perto, a coleta seletiva, enfim, foi implantada com relativo êxito em João Monlevade. Porém, relembrando o velho jargão popular que diz que "alegria de pobre dura pouco", o serviço está parado há cerca de um mês na cidade.
Apesar de atender apenas 16 dos cerca de 60 bairros do município, a coleta seletiva vinha sendo feita regularmente, de forma organizada e, o mais importante e difícil de se conseguir, a população estava fazendo a sua parte. Pelo menos em vários bairros em que observei o fato, as pessoas pareciam, enfim, ter aderido à iniciativa. E isso é essencial, pois, sem a participação efetiva da população, não há Prefeitura, associação ou campanha de conscientização de dê jeito.
Eis que, por questões legais, o serviço foi interrompido, creio eu, que há quase um mês, como disse anteriormente. Triste e lamentável. E não venho aqui para tecer críticas a esse ou aquele órgão, a esse ou aquele gestor. Venho apenas lamentar e ratificar, de forma bem simples e direta, que é muito triste assistir à interrupção de um serviço que estava dando certo. Principalmente, diante de tantos que dão errado e continuam de pé.
Reforço que vi várias tentativas frustradas, ao longo dos últimos anos, de se implantar a coleta seletiva em João Monlevade. Também não pretendo estabelecer por aqui as soluções definitivas e as certezas que tantos têm hoje em dia, de como se deve ou não fazer o trabalho. Apenas digo e repito que a coleta estava dando certo e parou. E isso deve ser resolvido. Ponto.
Essa também não é a opinião de quem só quer criticar por criticar e, insatisfeito mor, deveria deixar a cidade e ir morar em Manukau, na Nova Zelândia, como muitos por aqui adorariam que acontecesse. Afinal, lhes sobrariam mais holofotes para desfilar suas teorias repetitivas e enfadonhas, aplaudidas pela mesma meia dúzia de puxa-sacos de sempre. Não, é apenas a opinião simples de um monlevadense que sabe a importância de um serviço que estava sendo bem feito na cidade.
E não se enganem, meus amigos Não é preciso ser nenhum especialista para saber que, nos dias de hoje, uma cidade do porte de João Monlevade não pode ficar sem a coleta seletiva. Sendo assim, vamos cobrar e torcer para que isso se resolva e que ela volte, o quanto antes. O meio ambiente e a cidade agradecem.

() Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia