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Editorial
16 de março de 2018
Desmandos
É preciso apurar com seriedade, a real participação do ex-prefeito Carlos Moreira na administração da esposa, a prefeita eleita Simone Carvalho. Inelegível pela justiça até 2027, mas com amplo poder de fogo eleitoral, o comunicador emplacou a candidatura da mulher e a elegeu, ainda que com uma diferença ínfima para o segundo colocado. Era sabido que Carlos Moreira participaria como conselheiro, consultor ou pensador da administração dela. O problema é que, pelo visto, essa participação tem ultrapassado todos os limites, com Moreira convocando reuniões e até, de forma grosseira, dando ordens a secretários e assessores. Isso é proibido, sem ética e sem moral. Se confirmada a verdade, é um desmando e um tapa na cara da justiça e do Ministério Público.
Moreira poderia dar todas as orientações à sua esposa e instruí-la acerca das decisões políticas do governo. É direito dele e ele tem experiência para tanto. No entanto, o ex-prefeito não pode dar ordens, comandar reuniões ou chamar a atenção de servidores públicos. Principalmente, dos comissionados. Hoje, ele é apenas um cidadão com o mérito de ter governado João Monlevade duas vezes e terminado o mandato com 80% de aprovação popular. Um feito histórico, diga-se de passagem. Mesmo assim, isso não o credencia a mandar e a desmandar no governo da mulher, conforme denúncias. Se a Câmara de João Monlevade é uma entidade séria, ela deve averiguar os fatos. Inclusive, a Comissão de Saúde quer oficiar a secretária Andrea Peixoto, a comprovar que testemunhou Carlos Moreira ordenando a ex-chefe da Visa a ir a uma reunião na Procuradoria Jurídica, conforme denunciado pelo Conselho de Saúde. João Monlevade e nem a prefeita Simone, merecem esses desmandos.
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