Editorial
23 de fevereiro de 2018

Prefeita é quem manda

Óbvio ululante é a prefeita de João Monlevade quem manda em seus secretários. Até porque, foi ela quem os nomeou. Pelo menos, deveria ter sido assim. Não adianta os vereadores crucificarem os secretários municipais e minimizarem a responsabilidade que recai sobre a chefe deles. Seria por medo?
Fato é que a relação entre a Câmara de vereadores e a prefeitura, mesmo composta pela maioria da base governista, não vai bem. Os parlamentares afirmam que levam demandas de cidadãos e que não estão pedindo nada pessoal. Ainda assim, segundo eles, muitas vezes, nem resposta recebem.
O vice-prefeito, Fabrício Lopes (PMDB), poderia muito bem fazer o papel de articulador entre os edis e o secretariado. Isso, porque já esteve dos dois lados até bem pouco tempo. No entanto, foi colocado na geladeira pela prefeita Simone e seu grupo político. O próprio governo está criando problemas onde não deveria haver.
O tom das críticas e as polêmicas que estão por vir neste ano, como debate da data-base, as demandas da saúde e da educação municipal, vão colocar a atual administração à prova. Se não tiverem habilidade política e melhorar, rapidamente, o relacionamento com a Câmara, o governo Simone vai perder os rumos. Se é que já demonstrou ter algum. Ainda assim, resta uma esperança: é preciso ouvir mais os vereadores, que estão perto do povo, aproveitar mais o vice e tirar os secretários que têm dado problema. Governo que quer sobreviver, a partir do segundo ano, não pode abraçar servidor que joga contra, em nome de promessas políticas. Ainda dá tempo.