Ponto e Vírgula
16 de fevereiro de 2018

Um ano grandioso

Após o carnaval, agora 2018 emplaca de vez. E este novo ano será para o Brasil, uma data especial. Nele, teremos a eleição de novos políticos, entre esses, um novo presidente da República. Em 2018, mais do que em qualquer outro ano, as urnas serão um termômetro da esperança do brasileiro. Afinal, essas eleições serão a primeira após a Lava Jato e todos os escândalos políticos de 2017 que queremos esquecer.
E, diante disso, uma pergunta não quer calar: teremos uma verdadeira renovação na política, já que teremos a oportunidade de limar, pelo voto, todos os políticos que enfrentam qualquer processo na justiça? Ou esses velhos nomes serão reeleitos? Vamos ver até onde vai a complacência desta nação, que já se mostra indignada.
Todos nós queremos que as coisas mudem para melhor. Mas estamos dispostos a encarar esse desafio, de votar em políticos que sejam ficha limpa, sem mácula e desculpas? Ou vamos continuar reelegendo os velhos nomes dos pleitos eleitorais do passado e que já tiveram várias oportunidades de mostrar a que vieram, mas não conseguiram mudar nada até hoje?
Não podemos nos esquecer que é através do voto que se organiza a casa. Por isso mesmo, não se pode abster das eleições, pensando que os votos brancos, nulos ou mesmo deixar de votar, seja o melhor caminho. Quem não opina, concorda com os desejos da maioria. E, em se tratando de política, nem sempre vence o melhor nome. É preciso ir às urnas e escolher quem, realmente, represente os desejos desse país.
Cada um decidirá o que pensa ser o melhor para si e para todos. O Brasil precisa de políticos, sobretudo um presidente, livres da corrupção, com capacidade e sabedoria para levantar os ânimos deste país. Definitivamente, não precisamos de heróis ou justiceiros. Precisamos, simplesmente, de pessoas preparadas, sérias e dispostas a pensar mais no país e nos estados, do que em privilégios pessoais. Afinal, com o foro privilegiado, os cargos eletivos se transformaram em refúgio de bandidos. O Congresso Nacional está repleto de condenados, que se agarram a seus mandatos, como se fossem a última tábua de salvação.
Não pensemos em partidos, em cores de bandeiras disfarçadas de ideologias. Pensemos nas melhores propostas para a política, livres da hipocrisia, dos interesses pessoais e da corrupção. Que tenhamos, de fato, um ano grandioso. 2018, de fato, promete.

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação