Editorial
2 de fevereiro de 2018

Apagão inaceitável

João Monlevade ficou mais de 9 horas sem energia elétrica na noite da última terça-feira (30). Outras 10 cidades da região também ficaram sem o abastecimento por muitas horas, ocasionado por problemas em um transformador na subestação da Cemig em Itabira, que foi atingido por raios durante fortes chuvas, segundo explicações da própria empresa. Mas a falta de luz por tanto tempo é inaceitável. Isso porque os prejuízos foram enormes. Sem refrigeração, a Vigilância em Saúde de João Monlevade perdeu cerca de 2000 doses de diversas vacinas, entre essas, quase 200 contra a Febre Amarela. Sem falar no prejuízo para empresas e comércios de frios, como açougues, sorveterias, entre outros estabelecimentos que dependem da energia elétrica, mesmo quando não estão em funcionamento.
Além do mais, justamente nesta terça, quando o Departamento de Águas e Esgotos (DAE) suspendeu o abastecimento de água para obras de reparos em adutoras da cidade, a falta de luz prejudicou o retorno da distribuição da água. Até o meio dia de quarta-feira (31), a Estação de Tratamento de Água (ETA) estava sem energia e as bombas não tinham condições de operar. Pior para a população dos bairros mais altos que só devem ter o abastecimento normalizado hoje ou amanhã. E a pergunta que não quer calar: Por que, até hoje, o DAE não tem um gerador para a sua Estação de Tratamento de Água (ETA)?
Prefeitos e demais autori-dades políticas de Minas Gerais devem pressionar a Cemig para que situações como essas não voltem a se repetir. Tudo bem que fenômenos naturais não podem ser contidos, mas é preciso ter equipamentos reservas e trabalhadores à disposição para resolver a demanda com mais agilidade. Além disso, a Cemig deveria dar explicações mais claras. Os consumidores, que pagam caras taxas, merecem mais respeito.