Ponto e Vírgula
26 de janeiro de 2018

Por uma cidade iluminista

O futuro de João Monlevade depende muito mais dos seus empreendedores do que se imagina. E, para construir esse futuro, basta olharmos o nosso passado. Esta cidade foi erguida a partir dos trabalhos de Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade. Um francês que chegou aqui há 200 anos e construiu no meio do nada uma das mais importantes fábricas de ferro do Brasil no século XIX.
Porém, de nada adiantaria a labuta de Jean, se após ele, outros dois luxemburgueses: Gaston Barbanson e Louis Ensch, não tivessem fomentado esse legado. O primeiro optou por construir uma Usina nas “terras de Monlevade” e, o segundo, foi pioneiro ao dar força e vida ao pequeno arraial, que cresceu e se desenvolveu aos pés da usina. Graças à visão desses três estrangeiros, não somos, hoje, um pequeno distrito como tantos existentes no país. Por isso, precisamos acreditar mais em nossa história para seguirmos em frente. Parodiando o ex-presidente Jânio Quadros, cujo centenário de nascimento se daria ontem (25), “essa é uma poderosa cidade cujo progresso, mesmo que não possamos antecipar, está assegurado pela sua invencível predestinação”. Então, vamos em busca deste progresso.
Está na hora dos monlevadenses tornarem-se mais protagonistas de suas histórias e vislumbrar novas oportunidades. Algumas pessoas, empresas e empresários já perceberam isso e têm feito a diferença da qual precisamos, para reencontrarmos a verve que edificou essa terra e torna-la ainda melhor.
A verdade é que nossa vocação sempre foi a de sermos grandiosos. E esse chamado precisa voltar a ser ouvido. Não adianta surfar apenas na onda de que fazemos o melhor aço do mundo e ponto final. Precisamos investir nos talentos locais, criar as chances para Monlevade voltar a ocupar o seu papel de vanguarda, de cidade futurista e iluminista.
Para tanto, é preciso fé em Deus e confiança no trabalho sério, executando-o com talento e amor. E mais: sem a união de ideias e forças positivas, cada qual fazendo bem-feito o seu papel, fica difícil avançar. Por isso, é necessário reunir as lideranças, fomentar ideias e lutar contra o obscurantismo da politicagem. Mais do que nunca, é hora de colocarmos Monlevade para frente. Por mais valorização desta terra, que em se plantando tudo dá. Vamos acreditar no futuro e respeitar a nossa memória. Avante, Monlevade