Editorial
26 de janeiro de 2018

Questão de coerência

A Prefeitura de João Monlevade reafirma que, em 2018, não haverá reajuste no valor do IPTU na cidade. Boa notícia para o contribuinte, até porque, o salário mínimo do Brasil teve um aumento medíocre de apenas R$17,00. Porém, é preocupante quando o poder público começa a segurar demais a caneta, em nome de um populismo que pode beirar a inconsequência. Isso, porque, no próximo ano, o reajuste pode ser maior e pesar para valer, no bolso do cidadão. Afinal, os números não mentem. Melhor dizendo: Não adianta nada segurar o aumento por dois anos seguidos e, em 2019, aumentar em 20%, por exemplo. O mesmo vale para a tarifa do transporte público. Em 2017, a prefeita Simone Carvalho (PSDB) segurou a tarifa social em R$1,00, mas dificilmente vai conseguir repetir o feito neste ano. Isso, porque os preços de combustíveis, insumos e salários aumentou. Portanto, ainda que pequeno, o aumento na tarifa do transporte público deve ser inevitável. Bom mesmo seria se a prefeita batesse o pé e não autorizasse reajuste, a exemplo do que fez com o IPTU. Porém, de forma responsável, evitando para o próximo ano, um reajuste “impagável”. O momento é da prefeita agir com coerência e responsabilidade e mostrar a que veio. Não justifica congelar o IPTU agora, no momento de queda da arrecadação municipal e dar um reajuste bem maior no ano que vem. Espera-se que o mesmo não ocorra com a tarifa dos ônibus coletivos. É questão de coerência.