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Editorial
12 de janeiro de 2018
A BR que mais mata
A região do Médio Piracicaba tem muitas riquezas e, por aqui, circula grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Mas também tem um trecho da rodovia que mais mata. A região, que é rica em minério de ferro, que é berço da siderurgia nacional, que é capital do fio máquina, que tem uma das maiores minas a céu aberto do mundo, que também tem um agronegócio forte, abriga uma das quilometragens mais agres-sivas e ceifadoras de vidas do Brasil. 
A morte dos dois socorristas do Sevor, enquanto iam salvar vidas, é culpa do descaso. Se a estrada fosse duplicada, talvez o acidente aonde estavam indo, não tivesse ocorrido. Certamente, muitos outros também não.
É um contrassenso, no mínimo. Tanta riqueza circulando em possantes bi-trens e em cegonheiras, além do escoamento de nossos produtos das gigantes ArcelorMittal, Gerdau e Vale e o vergonhoso número de mortos na BR-381 convivendo lado a lado. 
Não podemos mais viajar sem segurança, como se fizéssemos roleta russa. Não podemos contar com a sorte. Precisamos de mais condições, no mínimo, para trafegar sem riscos. O velho ditado de que é preciso dirigir para nós e para os outros já caiu por terra. Pelo alto número de veículos, caminhões e carretas e pelo excesso de velocidade incompatível com as curvas fechadas, é preciso contar com a proteção divina.
Na BR-381, em Bela Vista de Minas, justamente onde ocorreu a morte dos socorristas do Sevor, são registrados centenas de acidentes todos os anos, com muitos mortos e feridos. Enquanto isso, as obras da esperada duplicação da rodovia ainda engatinham e a BR-381 vai nos envergonhando e tirando vidas.
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