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Ponto e Vírgula
15 de dezembro de 2017
Cidade solidária
As ações de solidariedade de João Monlevade para as cidades e distritos da Zona da Mata, atingidos pelas chuvas de dezembro, mostram que ainda é possível acreditar nas pessoas. O lado positivo da beneficência está justamente em não procurar o retorno material, mas o retorno do bem.
Entidades diversas, entre essas, a Polícia Militar, lojas, empresas, grupo de jipeiros, oferecem préstimos e recebem doações a serem enviadas para ajudar a quem perdeu quase tudo. Digo quase, porque não perderam a vida e nem a dignidade e tenho a certeza de que vão se reerguer. Além da ajuda às cidades de Rio Casca, Santa Cruz do Escalvado e ao distrito de Águas Férreas, o voluntariado de João Monlevade também é destaque ao longo dos anos. Basta lembrarmo-nos do Sevor. De nomes, entre tantos outros, como os dos senhores Moisés dos Anjos e Pedro Luzia, que fazem muito com tão pouco.
O exemplo de João Monlevade é luz no fim do túnel, de uma sociedade egocêntrica e fechada. Ações como essas deveriam ser mais constantes, com a sociedade civil e a iniciativa privada contribuindo com quem mais precisa. Pessoas de bem estão em maior número. O problema é que elas não exercem o seu papel e, citando padre Marco José, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição: “o mal só ocupa onde o bem não está”.
Não dá mais para viver em um mundo que dependa só do estado. Até porque, o poder público vive em sérias dificuldades, muitas causadas pela máquina pesada. O governo de Minas, por exemplo, prevê mais dois anos de arrocho para conseguir equilibrar as contas. Pelo menos até 2020, servidores estaduais continuarão recebendo de forma parcelada e a sociedade não deve receber grandes investimentos. Todos os municípios têm sofrido com o atraso do repasse do ICMS, que complica o planejamento e compromete pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços.
Portanto, passa da hora das empresas e da sociedade como um todo, também contribuírem mais para que tenhamos uma vida melhor, com menos dependência do poder público. Está na hora das empresas reverem sua relação com o lucro e investirem mais no social. É preciso entender que o mundo fica menos pior quando há mais ações positivas, das quais a sociedade inteira se beneficie. Que miremos mais na solidariedade, que movimenta o mundo para bem.


() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação
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