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Editorial
15 de dezembro de 2017
É preciso coragem
O presidente da Câmara Municipal de João Monlevade, Djalma Bastos (PSD), resolveu suspender o pagamento do chamado retorno de férias no Legislativo, benefício do servidor da Câmara que poderia ser considerado um 14º salário. Além disso, Djalma afirmou que consultou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o assunto e aguarda parecer do órgão para decidir se o pagamento continua no ano que vem.
O pagamento, segundo o parlamentar, é um absurdo e não é feito na Prefeitura, em nenhum outro órgão público no município e, muito menos, em empresas privadas. Porém, 13 dos seus colegas vereadores são contra a suspensão do salário extra. Apenas Sinval Jacinto Dias (PSDB) concordou com a atitude do presidente. Caso o TCE dê parecer pela suspensão, aí sim, Djalma terá que submeter a medida ao plenário e precisa de oito votos favoráveis para mudar a legislação e cortar o pagamento de forma definitiva.
Sem dúvida, é de se enaltecer a coragem e a sensatez do presidente do Legislativo monlevadense em suspender o benefício. Com o ato, ele pensa menos em votos, apoio e força política dos funcionários da Câmara e mais em cortar gastos públicos, estabelecendo uma gestão severa e com austeridade. Ações tão necessárias em tempos de crise financeira. A atitude é um exemplo de que passou da hora das autoridades e gestores públicos cortarem benefícios que mais se assemelham à “regalias” e enxugar os gastos da máquina pública. Outro exemplo vem da vizinha Itabira, onde houve, recentemente, redução nos salários de 22 servidores comissionados, a partir de 2018, entre outras ações de contenção de gastos. É, sem dúvida, preciso coragem.
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