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Ponto e Vírgula
10 de novembro de 2017
Viver é compartilhar
A necessidade de compartilhar, de trocar e de interagir nunca esteve tão em alta. A interação proporcionada pelas redes sociais nada fez além de diminuir as distâncias entre as pessoas, para que elas pudessem compartilhar mais facilmente suas histórias, seus valores, seus sonhos, frustrações e sua vida.
Porém, apesar dessa facilidade de conexão, a cada dia, venho percebido, mais do que nunca, que o egoísmo é o mal do novo século. Pessoas fechadas em seus smartphones, olhando cada vez mais para baixo e para si, esquecem-se de olhar para quem está ao lado. Esquecem-se de elevar os olhos para ver o céu e perceber como o mundo é amplo e o horizonte convida sempre a ir além.
A vida é feita de trocas. Tem gente que compartilha amor. Tem gente que compartilha ódio. Tem aqueles nobres que compartilham suas dores e traumas para ajudar os outros a superarem os seus. Fato é que cada um dá o que tem. O jornalista Márcio Passos, fundador do A Notícia, anuncia que quer coletar livros para implantar uma biblioteca gratuita e itinerante, realizando um sonho antigo. Gesto importante de quem sabe como ninguém, que livros mudam vidas. O empresário Santana, dono do Comercial Fraga, doou todo o encanamento para a reforma do Posto Médico do Novo Cruzeiro, bairro onde seu negócio prospera e onde mora a maioria dos seus clientes. Atitudes nobres de dois homens bem sucedidos.
No mundo dos negócios, o networking, nada mais é, do que a amplitude dos relacionamentos. No empreendedorismo, há uma frase famosa: “sozinho, eu posso até ir mais rápido. Mas juntos, podemos ir mais longe”. Não há sucesso sem conexão com alguém que venha para somar. O conceito de rede é justamente o de unir-se àqueles que pensam de forma parecida ou que venham agregar valor aos propósitos de cada um.
Reza a lenda que o presidente norte americano John Kennedy, visitando a Nasa, perguntou a um faxineiro que tipo de trabalho ele fazia na agência espacial, e ouviu a seguinte resposta: “Estou ajudando a colocar o homem na Lua, senhor”. Saber compartilhar e somar. É isso que estou falando.
Dessa forma, venho tentando mudar a forma de perceber o mundo e minhas relações com o próximo. E é fascinante a descoberta de aprender e reaprender a trocar com o que estão ao meu redor. E “ao redor”, em tempos de conexão avançada, pode ser o mundo inteiro.
Na atualidade, até a relação com o dinheiro mudou depois da chegada da economia colaborativa, em vez apenas da simples troca de capital por produtos. Não dá mais para viver em um mundo em que parcerias sejam vistas como prejuízo. Como na canção de Zeca Baleiro: “Os pombos no asfalto sabem voar alto, mas insistem em catar as migalhas do chão”. Resta saber: você compartilha migalhas porque poupa estoque, ou é só isso o que tem a oferecer? Os tempos mudaram e mudam. É preciso mudar com eles.
() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação
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