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Editorial
10 de novembro de 2017
Máquina “inchada” trava investimentos
A Prefeitura de João Monlevade informou que, dentro do orçamento municipal de R$ 214 milhões previstos para 2018, a maioria dos recursos será destinada às secretarias de Educação e Saúde. Porém, o fato não significa que as pastas terão mais investimentos em iniciativas em prol da população, já que a maior parte desses recursos será usada para o pagamento da folha salarial dos funcionários das pastas.
De acordo com o que foi apurado pelo A Notícia, os salários dos profissionais da educação custarão cerca de R$36 milhões e, os da área de saúde, R$24 milhões no ano. O tema reforça a necessidade de se pensar em um “enxugamento” urgente na máquina administrativa, já que duas pastas consomem, juntas, R$60 milhões por ano com salários, quase 70% do total que é gasto com o todo o funcionalismo em um ano na administração municipal. Dessa forma, quase a totalidade dos recursos próprios da Prefeitura será investida em pagamento de salários. Isso mostra a ameaça da Prefeitura de João Monlevade se transformar em uma mera ordenadora de despesas de funcionalismo público, como muitas por aí.
Sendo assim, é um grande engodo dizer que, na saúde, por exemplo, serão investidos mais de R$64 milhões, pois não é verdade. Quem dera se esse montante fosse, de fato, investido no setor.
Em tempos de crise e de dificuldades para a realização de várias ações, desde as mais corriqueiras até as mais complexas e importantes, a administração municipal deve pensar em algo para otimizar esses recursos e isso vai de encontro à análise sobre o inchaço na máquina administrativa, assim como tem feito a vizinha Itabira, que sinaliza com o corte de servidores comissionados e até com a extinção de secretarias. Fica o alerta.
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