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Espaço Livre
3 de novembro de 2017
Retrocesso
Na minha última coluna, há quinze dias, eu escrevi sobre o falso avanço de João Monlevade, sobre como a cidade estava em constante decadência, uma vez que ninguém parece realmente se importar. Nem o setor administrativo, nem mesmo a população e, aparentemente, falar sobre isso, não tem adiantado muito.
Monlevade, nos últimos anos, cresceu muito no segmento de bares, tendo a avenida Castelo Branco como um dos principais pontos de encontro da cidade. Sabe-se então que é difícil para quem mora perto dos locais, lidar com isso, já que os bares ficam abertos até mais tarde e o barulho pode se transformar em incômodo. Existe sempre o limite, é obvio. Mas até que ponto esse limite permite a imposição da polícia em cima dos comerciantes e em cima das atrações e artistas?
Há um tempo atrás, eram poucos os bares que ofereciam shows ao vivo na cidade. Essa forma de trazer mais público para o estabelecimento ajudou para que os locais ficassem cada vez mais cheios, mas, aparentemente, a cidade não quer acompanhar a evolução. Sexta e sábado à noite são os dias que as pessoas têm para relaxar, para ir a um bar, para beber, cantar, conversar e esquecer dos problemas. É o dia que se tem a liberdade de viver. Para os que moram perto desses estabelecimentos, é difícil mesmo conviver com o barulho, mas será que não há como conciliar as coisas? Tentar entender que esse é o momento que a galera tem para extravasar?
Se Monlevade continuar focando em coisas que não são prioridades, ela continuará nesse retrocesso absurdo. O barulho de uma conversa atrapalha tanto assim a ponto da polícia ir até um estabelecimento com medidor de som? Uma festa às 20h, numa república, é tão irritante que precisa ligar para 190? Sábado à noite é hora de silêncio? Realmente não faz sentido Monlevade Você reclama que a cidade não tem cultura, mas quando tem, você faz de tudo para ela não existir mais...
Aos jovens, aos músicos, aos donos de bares e a todos aqueles que realmente querem a cidade cada vez mais badalada: não desistam, vamos continuar lutando e fazendo nossos shows e eventos. Um dia, a cidade crescerá ainda mais e grande parte disso será graças a vocês, que promovem a cultura e o entretenimento, além de gerar emprego e promover a diversão. (Um agradecimento especial ao Luiz Gustavo Magalhães, que como músico, veio até mim contando o que aconteceu na última semana e a todos aqueles que sofreram com essa movimentação repentina da PM).
() EDUARDA LUIZA é monlevadense, tem 18 anos e estuda artes e design na UFJF
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